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"Governo deixou instalar a ideia de que todo o pacote laboral era contra os trabalhadores, o que não é verdade"

4 jun, 23:15
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Miguel Sousa Tavares criticou também o impacto que a greve teve no setor público, principalmente na educação

Miguel Sousa Tavares afirma que o Governo explicou mal algumas das medidas do pacote laboral que pretende implementar e que nem todas as propostas vão contra os trabalhadores.

“Já ouvi dizer várias vezes que o banco de horas representa trabalho extraordinário grátis. Isto não é verdade, pura e simplesmente”, começou por dizer o comentador da TVI.

“’Ah, os trabalhadores são obrigados a fazer trabalho extraordinário grátis’. Primeiro, não são obrigados. O projeto do Governo prevê acordo entre trabalhador e empresa. Segundo lugar, ao trabalhar em mais horas, que têm um limite temporal, à semana, ao mês e ao ano, a seguir têm uma opção: ou utilizam essas horas para gozar ou então recebem o pagamento com 25% acrescido. Mas isto é um exemplo de como o Governo deixou instalar a ideia de que todo o pacote laboral era contra os trabalhadores, o que não é verdade”, prosseguiu.

Miguel Sousa Tavares criticou também o impacto que a greve teve no setor público, principalmente na educação.

“Ontem vi uma reportagem no Jornal da TVI de uma senhora professora na praia, radiante, a dizer que estava em greve e que a filha também estava em greve. (…) Isto é gozar com quem trabalha, não estão a perceber que, quando faltam, quando fazem greve ou quando metem baixa, (…) não são só as crianças que ficam impedidas de ter aulas, são os pais que muitas vezes ficam impedidos de trabalhar. São os contribuintes que estão a pagar inutilmente, portanto estão a gozar com essa gente”, explicou o comentador.

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