Confirmada a morte de portuguesa desaparecida no incêndio do Le Constellation

CNN , MM - Atualizada às 14:55
4 jan, 13:17
Bar Le Constellation, Suíça

No incêndio ficou também ferida uma outra cidadã portuguesa, que se encontra, contudo, livre de perigo

O Governo português confirmou, este domingo, a morte da jovem portuguesa que estava desaparecida na sequência do incêndio do bar Le Constellation, na Suiça, na noite da passagem de ano. Trata-se de uma jovem de 22 anos, natural de Santa Maria da Feira, mas criada desde muito pequena na Suíça. Era professora e tinha ido festejar a passagem do ano ao bar de Crans-Montana com um grupo de amigas. 

O carro da jovem tinha sido localizado num arruamento perto do bar onde ocorreu a tragédia e, por isso, a jovem tinha sido dada coo desaparecida na sequência do incidente. O óbito foi conhecido este domingo, depois de estar internada num hospital suíço, ainda não se sabe ao certo qual. A família da jovem já foi informada. 

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família”, indica o executivo num curto comunicado.

No incêndio ficou também ferida uma outra cidadã portuguesa, que se encontra, contudo, livre de perigo.

Marcelo lamenta morte de portuguesa no incêndio em bar suíço

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte da cidadã portuguesa que estava desaparecida após o incêndio ocorrido numa estância de esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.

“O Presidente da República falou esta manhã ao telefone com o irmão de Fany Pinheiro Magalhães, a portuguesa confirmada falecida na tragédia do incêndio de um bar na Suíça na passagem do ano, a quem apresentou condolências e solidariedade nacional”, refere uma nota publicada no site da Presidência da República.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também manifestou “profunda solidariedade” e condolências à família, amigos e comunidade portuguesa na Suíça. 

“Recebi com pesar a notícia da morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans Montana, na Suíça. Deixo à família, amigos e a toda a comunidade portuguesa na Suíça um abraço de profunda solidariedade e as nossas condolências”, escreve Luís Montenegro na rede social X.

A polícia suíça anunciou este domingo que identificou mais 16 vítimas do incêndio da véspera de Ano Novo em Crans-Montana, elevando o número de vítimas confirmadas para 24, de um total de 40 mortos. Em comunicado, a polícia também informou que os corpos das vítimas recém-identificadas já foram entregues às suas famílias. 

Os corpos de 24 pessoas, entre as quais 11 menores e seis estrangeiros, foram identificados após o incêndio mortal num bar em Crans-Montana, na Suíça, na noite de Ano Novo, que causou 40 mortos e 119 feridos.

Além dos oito suíços previamente identificados, as autoridades cantonais anunciaram a identificação de outros dez suíços (quatro mulheres e seis homens) com idades entre 14 e 31 anos, dois italianos de 16 anos, um francês de 39 anos, um cidadão com dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16 anos, um romeno de 18 anos e um turco de 18 anos.

Num comunicado, a polícia indica que também procedeu à devolução às famílias das vítimas identificadas, todas elas falecidas no sinistro que teve origem no bar “Le Constellation”.

A tarefa de identificação está a ser realizada pela Polícia Cantonal do Valais e pelo Instituto de Medicina Legal da Suíça.

Segundo o comunicado, está-se a trabalhar para identificar todas as vítimas, tanto as mortas como as feridas. A Polícia Cantonal do Valais publicará qualquer nova informação assim que estiver disponível.

No incêndio, 119 pessoas ficaram feridas, entre elas uma cidadã portuguesa, a maioria com queimaduras muito graves e extensas.

As autoridades indicaram que não fornecerão mais informações sobre as mortes por respeito à privacidade das vítimas e das suas famílias.

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