Governo vai contratar 74 vigilantes e 40 conservadores para Património Cultural

Agência Lusa , AM
9 nov, 11:19
O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, na Assembleia da República. António Pedro Santos/Lusa

Falta de trabalhadores tem sido uma das principais queixas na área do Património e em particular na gestão dos museus, monumentos e palácios nacionais

O Ministério da Cultura vai contratar 74 vigilantes e 40 conservadores restauradores para reforçar os recursos humanos dos museus, monumentos e palácios nacionais, anunciou esta quarta-feira o ministro Pedro Adão e Silva.

Numa audição parlamentar, sobre o Orçamento do Estado para 2023, Pedro Adão e Silva revelou que serão abertos dois concursos para a contratação de trabalhadores afetos ao Património, nomeadamente 74 vigilantes e 40 restauradores conservadores.

Segundo o ministro da Cultura, vinte conservadores irão trabalhar para o Laboratório José de Figueiredo, dois ficarão afetos ao Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), outros dois irão para o Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), dois para Conímbriga e um para o Museu Machado de Castro (Coimbra).

O ministro da Cultura reconheceu que "os problemas estruturais [no setor do Património] não se resolvem com remendos de curto prazo" e que estes problemas "se arrastam há décadas".

"Há um diagnóstico que é grave e que está feito: museus e monumentos carecem de um reforço urgente de recursos humanos e precisam de maior autonomia na gestão, que lhes permita, entre outras coisas, diversificar e expandir as suas fontes de receita", disse Pedro Adão e Silva.

A falta de trabalhadores tem sido uma das principais queixas na área do Património e em particular na gestão dos museus, monumentos e palácios nacionais.

Em setembro de 2020, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) anunciou a abertura de um concurso para 74 postos de trabalho de assistente técnico, para funções de vigilância, receção, atendimento de visitantes, bilheteira e loja, nos museus, monumentos e palácios nacionais.

Quase um ano depois, em julho de 2021, o então diretor-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça, revelava no parlamento que o número de contratações de funcionários para aquele organismo, à espera de autorização do Ministério das Finanças, chegava a 140, incluindo 74 assistentes técnicos para museus.

"Gostava de clarificar sobre a contratação de 74 assistentes técnicos: o processo não está a decorrer, porque carece de autorização do ministro das Finanças. Não há contratação de 74 vigilantes [para museus]", afirmou na altura, numa audição parlamentar após a sua exoneração do cargo, duas semanas antes, pela então ministra da Cultura, Graça Fonseca.

A questão da contratação de 74 postos de trabalho de assistente técnicos, para funções de vigilância, receção, atendimento de visitantes, bilheteira e loja, nos museus, monumentos e palácios nacionais, tinha sido abordada no mesmo dia, numa outra audição, com o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, Joaquim Caetano.

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