Governo diz que “é o tempo de negociação” com os sindicatos dos professores

Agência Lusa , CE
26 jan, 16:44
A ministra da Presidência fala aos jornalistas momentos antes do início da reunião do Conselho de Ministros, no distrito de Castelo Branco (Paulo Novais/LUSA)

Mariana Vieira da Silva disse que o Governo apresentou uma proposta aos sindicatos na semana passada que respondem de “forma muito clara às duas principais reivindicações que penalizam a vida dos professores”

A ministra da Presidência considerou esta quinta-feira que “este é o tempo de negociação” entre o Governo e os sindicatos dos professores sobre “as duas propostas muito claras” apresentadas pelo Executivo e que procuram responder às principais reivindicações.

“Este é o tempo da negociação em função das duas propostas muito claras que o Governo apresentou. É mesmo o tempo da negociação com os sindicatos que continuará nesta semana e nas próximas semanas e é nisso que estamos focados, procurando responder às duas principais reivindicações”, disse Mariana Vieira da Silva no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu em Castelo Branco.

Na conferência de imprensa, a ministra foi questionada sobre a greve dos professores e a reunião que os representantes de nove organizações sindicais tiveram esta quinta-feira na Presidência da República.

A governante precisou que o Governo apresentou uma proposta aos sindicatos na semana passada que respondem de “forma muito clara às duas principais reivindicações que penalizam a vida dos professores”.

Mariana Vieira da Silva especificou que a primeira proposta diz respeito aos “níveis de precariedade demasiado significativos”, tendo-se o Governo comprometido com a vinculação este ano de mais 10 mil professores.

A segunda medida que o Governo apresentou, referiu a ministra, “diz respeito à criação de estabilidade” e “ao fim de um processo em que os professores passam muitos anos de casa às costas”, garantindo a proposta do Ministério da Educação "estabilidade das colocações, reduzindo a dimensão dos quadros de zona pedagógico e promovendo a estabilidade”.

Os professores têm em curso três greves distintas para exigir melhores condições de trabalho e salariais, o fim da precariedade, a progressão mais rápida na carreira, e para protestar contra propostas do Governo para a revisão do regime de recrutamento e colocação, que está a ser negociada com os sindicatos do setor.

A greve nacional por distritos está a ser promovida por nove organizações sindicais: Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Pró-Ordem dos Professores - Associação Sindical/Federação Portuguesa dos Professores, Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação (SINAPE), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (SINDEP), Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) e Federação Nacional de Educação (FNE).

Ao mesmo tempo estão a decorrer outras duas greves sem data de término promovidas pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) e pelo Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE).

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