Montenegro admite que os últimos dois anos "foram intensos" mas garante que "hoje o país está melhor e os portugueses também"

CNN Portugal , MFP
2 abr, 16:29
Primeiro-ministro, Luís Montenegro (LUSA)

Primeiro-ministro aproveitou para anunciar uma nova linha de financiamento destinada às empresas mais afetadas pela crise energética provocada pela guerra no Irão

O primeiro-ministro reconhece que os últimos dois anos de governo "foram intensos", mas acredita que “hoje o país está melhor e os portugueses também”.

O líder do Executivo falava durante a cerimónia que assinalou os dois anos desde a sua tomada de posse, no jardim da residência oficial em São Bento. "Apostámos num Estado mais ágil, mais leve, focado em servir melhor os cidadãos e as empresas", prosseguiu Luís Montenegro, começando a enumerar as vitórias do Governo nos diversos setores.

“Há dois anos assumi o compromisso claro com os portugueses de resolver os problemas das pessoas e transformar Portugal num país com ambição e com uma mentalidade vencedora”, sublinhou, acrescentando que o país “não quis adiar o futuro” e, por isso, Montenegro conseguiu "resgatar o Estado social da falência operacional".

“Adotámos uma estratégia clara do reforço do rendimento das famílias, reduzimos os impostos sobre o rendimento do trabalho quatro vezes. Reforçámos o projeto de vida dos nossos jovens dando-lhes mais rendimento líquido com o IRS Jovem e mais possibilidades de terem uma habitação com a garantia pública. Apoiámos os nossos reformados, sobretudo os mais vulneráveis e apostámos no nosso tecido empresarial para criar riqueza, combatendo a pobreza”, afirmou.

Já na Saúde, Montenegro admitiu que “ainda não estamos onde queremos estar” e “dificilmente o ponto de partida podia ser pior”. “Estamos a recuperar o acesso e a resposta assistencial aos portugueses mas ainda não estamos onde queremos estar. Estão em curso reformas estruturais como a do INEM ou a reorganização dos serviços de obstetrícia, ginecologia e pediatria”, reforçou.

Também os impostos assumiram um papel de destaque no discurso do primeiro-ministro, tendo em conta que, segundo Luís Montenegro, tanto as empresas como os portugueses “estão a pagar menos impostos”.

E foi entre elogios às conquistas do próprio Executivo que Montenegro anunciou “mais um” reforço na resposta à crise energética desencadeada pela guerra no Médio Oriente. Trata-se de uma linha de apoio de 600 milhões de euros destinada a “financiar as necessidades das empresas mais afetadas pela subida dos custos de produção”.

Chama-se “Portugal Resiliência Energética” e tem como alvo todas as empresas cujos custos da energia representam “mais de 20% dos seus custos de produção”, contando com o financiamento do Banco Português de Fomento.

Depois de realçar que o Governo superou “todas as previsões económicas”, tendo alcançado “dois superávits consecutivos”, o anúncio veio sustentar a ideia de que estamos naquilo a que chamou a "Liga dos Campeões da estabilidade económica e financeira da Europa”.

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