REVISTA DE IMPRENSA | O grupo de trabalho criado em 2024 para identificar quais as empresas estratégicas do setor empresarial do Estado recomenda, contudo, alienações de maior dimensão
O Governo já decidiu avançar com a alienação de participações em 17 empresas nas quais detém posições residuais, muitas delas inferiores a 1%, num processo que pretende reduzir a dívida pública, segundo o Jornal Público. Entre as empresas abrangidas estão a NOS, os CTT, a Navigator, a Almonda, ligada à fábrica da Renova, a Cooperativa Cultural Recreativa da Gafanha da Nazaré e o Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega.
Ao Público, o Ministério das Finanças confirmou que já foi autorizada, em Conselho de Ministros, a venda destas participações, indicando que estão em curso processos de alienação de posições pertencentes à carteira acessória da Entidade do Tesouro e Finanças, incluindo três empresas cotadas em bolsa.
O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha manifestado a intenção de deixar de deter participações na NOS e nos CTT.
O grupo de trabalho criado em 2024 para identificar quais as empresas estratégicas do setor empresarial do Estado recomenda, contudo, alienações de maior dimensão. No relatório final, divulgado esta quinta-feira, considera que a venda de algumas participações poderá contribuir para reduzir a dívida pública, através de processos simplificados de alienação ou de negociações com os restantes acionistas.
O documento, concluído em março, analisou 110 empresas participadas pelo Estado através da Entidade do Tesouro e Finanças e concluiu que oito poderiam ser vendidas. No entanto, o Executivo já optou por soluções diferentes em dois desses casos: a EDMI foi integrada na nova Agência da Geologia e Energia, apesar de o grupo de trabalho estimar um encaixe de 1,1 milhões de euros com a sua venda, enquanto a Imofundos, herdada da nacionalização do BPN, seguiu para liquidação, afastando uma receita potencial estimada em 4,7 milhões de euros.
