Governo acredita em crescimento de 6,4% este ano: "a economia que crescerá mais em toda a UE"

Agência Lusa , FMC
6 set, 15:53
Fernando Medina (Patrícia de Melo Moreira/ Getty)

Durante a conferência de imprensa, o ministro das Finanças sublinhou que Portugal será este ano “a economia que crescerá mais em toda a União Europeia, bastante distante da média da área do euro e da União Europeia”

O Governo está a trabalhar com uma taxa de crescimento do PIB deste ano de 6,4%, uma revisão em alta face aos 4,9% esperados anteriormente, e prevê que o peso da dívida fique ligeiramente abaixo da meta.

A estimativa da taxa de crescimento da economia consta da apresentação do pacote de medidas para apoio aos rendimentos das famílias para atenuar os efeitos da inflação esta terça-feira feita pelo ministro das Finanças, Fernando Medina, no Ministério das Finanças, em Lisboa, sendo o cenário, à data, com que as Finanças estão a trabalhar.

Na proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), entregue em abril no parlamento, o Governo previa um crescimento da economia de 4,9% este ano, uma revisão em ligeira baixa (0,1 pontos percentuais) face ao cenário macroeconómico apresentado no Programa de Estabilidade.

Na conferência de imprensa, o ministro das Finanças sublinhou que Portugal será este ano “a economia que crescerá mais em toda a União Europeia, bastante distante da média da área do euro e da União Europeia”, apontando para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro de 2,6% e da União Europeia de 2,7%.

Medina defendeu que, “ao contrário do que alguns dizem”, a economia “não está a crescer hoje mais porque caiu mais” e que regista um “crescimento maior do que aquilo que os países da zona euro vão registar neste período”.

O governante sinalizou ainda que o rácio da dívida pública face ao PIB deverá fixar-se abaixo dos 120,7% previstos no OE222.

“Mantemos o objetivo relativamente ao défice orçamental, por isso teremos o sexto melhor défice orçamental de toda a União Europeia e teremos a terceira maior redução da dívida pública de todo o espaço da União Europeia”, disse.

Medina recordou que aquando da apresentação do OE2022 o executivo definiu como objetivo político central retirar Portugal da lista dos países mais endividados para garantir que com a aprovação deste programa mantém “esse objetivo”.

“Temos toda a informação que nos indica que vamos cumprir esse objetivo, até ligeiramente melhor do que aquilo que era estimado, com uma dívida pública que se irá situar abaixo dos 120% do PIB”, disse.

Além do ministro as Finanças, participaram nesta conferência de imprensa, em Lisboa, os ministros do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

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