Costa teve "conversa muito agradável" com Montenegro. Sobre o novo aeroporto ficaram de "voltar a falar"

22 jul, 14:36
O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas pouco depois da declaração de Pedro Nuno Santos (António Cotrim/Lusa)

Embora admita que "há pontos de divergência" com o PSD - que classificou, aliás, como "normais e saudáveis" em democracia - o primeiro-ministro considera que "há algumas matérias sobre as quais é importante que haja acordos", nomeadamente na política externa

O primeiro-ministro, António Costa, disse ter tido uma "conversa muito agradável" com o novo líder do PSD, Luís Montenegro, na qual foram discutidos vários temas, entre eles o novo aeroporto, tema que os dois ficaram de aprofundar em breve.

Em declarações aos jornalistas após a "longa reunião" com Montenegro, que durou mais de três horas e meia, Costa adiantou também que foi um conversa "serena", na qual foram abordados "temas muito diversos", entre eles a construção do novo aeroporto, matéria que tem sido muito polémica desde a desautorização de Costa a um despacho assinado por Pedro Nuno Santos.

Questionado sobre se foram feitos progressos na discussão em torno do novo aeroporto, o primeiro-ministro ressalvou que a reunião não serviu para "chegar a um acordo sobre essa questão", mas sim sobre uma troca de informações entre os dois líderes, pelo que ambos ficaram de "voltar a falar, brevemente, sobre o tema".

“É uma matéria, como é sabido, que há várias décadas o país tem por decidir e sobre a qual, com a crescente procura de viagens com destino a Portugal – e em particular à região de Lisboa -, é importante que haja acordo. Esse é um tema em relação ao qual eu acho que é muito importante que haja acordo, mas não sei se vai haver”, salientou.

António Costa foi ainda interpelado sobre as críticas de Luís Montenegro que, em entrevista à CNN Portugal, acusou o primeiro-ministro de demonstrar "grande insensibilidade social" ao dar prioridade à redução do défice no cenário inflacionista, desafiando o Governo a devolver às famílias mais pobres o máximo possível do excedente orçamental causado pela inflação.

"A retórica política faz parte da vida. Quem se aflige com as criticas que os adversários políticos lhe dirigem, o melhor é mudar de vida", resumiu.

Embora admita que "há pontos de divergência" com o PSD - que classificou, aliás, como "normais e saudáveis" em democracia - o primeiro-ministro considera que "há algumas matérias sobre as quais é importante que haja acordos", nomeadamente na política externa, assente numa "enorme estabilidade" ao ponto de ser mesmo "um grande fator de credibilidade internacional" para Portugal.

“Portugal tem uma grande credibilidade internacional fruto de possuir uma enorme estabilidade e continuidade na sua política externa, que apenas se quebrou na invasão do Iraque”, afirmou, referindo-se ao período do governo PSD/CDS, liderado por Durão Barroso, entre 2002 e 2004.

Além das promoção das relações externas, os dois líderes partilham também o o objetivo de finanças públicas sãs, salientando que este é igualmente "um fator de credibilidade externa do país”.

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