Governo deve vir a pagar 460 euros por cada criança nas creches

21 jul, 07:16
Creche Baby Shark foi criada por mulheres ucranianas e dá apoio a 40 crianças refugiadas em Lisboa

REVISTA DE IMPRENSA. Valor mensal foi acordado entre o Governo, a União das Misericórdias e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade

O primeiro-ministro anunciou durante o debate sobre o Estado da Nação, esta quarta-feira, na Assembleia da República, que o Governo, a União das Misericórdias e a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade tinham chegado a acordo para cumprir "uma das principais medidas do Orçamento: a gratuitidade das creches para as crianças do 1.º ano já em Setembro”. No entanto, o que Costa não avançou, foram valores.

Segundo a edição do jornal Público desta quinta-feira, o valor deverá ser de 460 euros mensais por cada criança nas creches, um valor que o presidente da  Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) confessou que “não é o desejado”, apesar de “suficiente e satisfatório”.

O valor foi acordado tendo em conta a variação da mensalidade das creches consoante a região do país. É que se há locais em que o montante anda na ordem dos 160 euros (valor apresentado pelo Governo à CNIS), há outros em que supera os 500 euros.

"O país não é todo igual e, por isso, havia uma variação muito grande e tivemos de chegar a um valor universal e justo", afirmou Lino Maia ao Público, que avançou que já 50 mil crianças usufruem da gratuitidade das creches públicas e que o objetivo é que este número suba para 80 mil.

Também Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias, diz que o consenso alcançado é "contribui também para a interacção e integração das crianças" e permite que "todas as crianças possam ter um acesso digno a uma creche”.

O jornal avança ainda que o primeiro valor apresentado era superior, mas foi “impossível de aceitar” pela União das Misericórdias e pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade face à “discrepância” em relação à realidade dos custos implicados para o sector.

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