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Gouveia e Melo terá comunicado ao Governo que não quer ser reconduzido como Chefe do Estado-Maior da Armada

CNN Portugal , HCL/TR (Em atualização)
23 nov 2024, 20:12
Entrevista ao Chefe de Estado-Maior da Armada, Almirante Gouveia e Melo (JOSE SENA GOULAO/Lusa)
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Ministério da Defesa diz que neste momento não há "nada a declarar" sobre o assunto. A concretizar-se, almirante tem caminho livre para assumir candidatura a Belém

O almirante Henrique Gouveia e Melo terá informado o Governo de que não tem disponibilidade para ser reconduzido como Chefe do Estado-Maior da Armada, avançou o Observador que acrescenta que a decisão foi comunicada ao ministro da Defesa Nuno Melo "em definitivo" e que a informação já chegou ao primeiro-ministro. 

Ao Observador, Gouveia e Melo garantiu que o assunto "já foi tratado há algum tempo com o Governo". “Houve quem dissesse que andei a negociar o meu lugar. Não negociei o meu lugar”, referiu igualmente. 

Contactado pela CNN Portugal, fonte oficial do Ministério da Defesa garantiu neste momento "não haver nada a declarar".

A informação surge num momento em que Henrique Gouveia e Melo surge como preferido em várias sondagens sobre a escolha do nome para substituir Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. 

Na última sondagem realizada pela Aximage para a CNN Portugal, o atual CEMA foi indicado como favorito para 21% dos portugueses, acima de Passos Coelho ou de Luís Marques Mendes. Se não for reconduzido para o cargo, Gouveia e Melo tem caminho livre para entrar na corrida a chefe de Estado. 

A corrida para as eleições presidenciais, em 2026, tem vindo a aquecer nas últimas semanas com António José Seguro, antigo líder do PS, a posicionar-se para concorrer ao cargo. Também Luís Marques Mendes já garantiu estar a ponderar avançar com uma candidatura. 

Nos últimos meses, tem sido noticiado que o almirante só aceitaria manter-se no cargo se tivesse garantias de que o Governo iria  investir na Marinha, nomeadamente a compra de dois submarinos e novos navios além dos 17 programados para reforçar a capacidade da força naval portuguesa. Essas informmações, contudo, foram constantemente desmentidas pelo próprio Gouveia e Melo. 

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