Caso do navio Mondego "fragilizou a imagem da Marinha" - mas a Marinha "não são 13 pessoas", diz Gouveia e Melo

Agência Lusa , BCE
11 mai 2023, 13:49
Almirante Gouveia e Melo (Lusa/Pedro Sarmento Costa)

O chefe do Estado-Maior da Armada reiterou que "a Marinha não mente" e que dentro de um mês serão conhecidas as conclusões do processo interno

O chefe do Estado-Maior da Armada admitiu esta quinta-feira que o caso do navio Mondego "fragilizou a imagem da Marinha", mas que a instituição "não mente" e dentro de um mês serão conhecidas as conclusões do processo interno.

"Naturalmente que este caso Mondego fragilizou a imagem da Marinha. No entanto, gostaria de referir que a Marinha é uma organização muito grande, não são 13 pessoas", afirmou o almirante Henrique Gouveia e Melo.

Em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do programa comemorativo do Dia da Marinha, no Porto, o chefe do Estado-Maior da Armada disse não poder falar sobre os processos que decorrem, mas adiantou que dentro de sensivelmente "um mês" serão conhecidas as conclusões do processo interno.

"São processos que decorrem, e também para garantir toda a defesa possível aos envolvidos nesses processos, devem ser feitos com cuidado. Não é uma tentativa de celeridade que depois prejudica também a defesa das pessoas", acrescentou.

O chefe do Estado-Maior da Armada afirmou ainda que "a Marinha não mente", quando questionado sobre se tinham existido coincidências entre a denúncia feita pelos 13 militares e a missão que foi abortada pelo mesmo navio nas Ilhas Selvagens, na Madeira.

"A Marinha não mente, nós somos muita gente, mesmo que quiséssemos mentir, era impossível mentirmos. A Marinha tem muitas testemunhas, tem muitas pessoas a participar nos processos. Aquilo foi um incidente, que é um incidente de procedimentos, não esteve nenhuma avaria envolvida no incidente. Infelizmente foi uma coincidência e as coincidências más também acontecem", destacou.

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