Google anuncia novos smartphones, relógio e tablet - e não só. Estas são as novidades

CNN , Rishi Iyengar e Rachel Metz
12 mai, 14:53
Dispositivos Google

A Google revelou esta quarta-feira uma linha aumentada de produtos de hardware, no que é o mais recente sinal de que a empresa está apostada em ir além do seu negócio principal de publicidade e em competir com empresas como a Apple.

Na primeira conferência presencial de programadas em três anos, a Google anunciou três novos smartphones e o seu primeiro smartwatch, além de planos para lançar um novo tablet no próximo ano. A Google anunciou também atualizações para várias das suas ferramentas mais populares, incluindo Maps, Google Translate e o seu principal produto de pesquisa.

Eis as principais conclusões:

Três novos smartphones Pixel

A Google surpreendeu os fãs da sua linha de smartphones, desvendando o véu sobre dois novos dispositivos emblemáticos - o Pixel 7 e o Pixel 7 Pro. Embora a empresa não tenha partilhado muitos detalhes, espera-se que os dois smartphones sejam lançados este outono.

a Google anunciou também o smartphone Pixel 6a, uma versão mais acessível da linha Pixel 6, lançada no início deste ano. O Pixel 6a é alimentado pelo chip Tensor, desenvolvido internamente, e virá em três cores – verde, branco e preto. O preços nos Estados Unidos, onde estará disponível a 21 de julho, será de 449 dólares [479 euros].

Relógio Pixel

Não faltam smartwatches Android no mercado, mas a Google planeia agora fabricar pela primeira vez um novo smartwatch próprio.

A empresa revelou o muito badalado Pixel Watch, que usará o sistema operacional WearOS da Google e será compatível com serviços como o Google Assistant, ativado por voz, o Google Maps e o Google Wallet.

Uma integração com o Fitbit, que a Google adquiriu em 2019, adicionará vários recursos de rastreamento de atividades e atividade física.

O Pixel Watch estará disponível nos Estados Unidos no outono, junto com a linha Pixel 7. A Google também mostrou um novo Pixel Tablet, que a empresa diz que será lançado em 2023.

Pixel Buds Pro

A Google anunciou ainda uma nova iteração dos seus auriculares [headphones] Bluetooth, os Pixel Buds Pro.

Disponíveis em quatro cores — laranja, verde, branco e preto — os novos “fones” oferecem soluções como cancelamento de ruído ativo e áudio espacial. O Pixel Buds Pro custará nos EUA 199 dólares [190 euros], e será lançado a 21 de julho.

Mapas imersivos

Além do hardware, houve também uma série de novas atualizações de software. Em breve, os utilizadores do Google Maps poderão obter uma visão de mundo real de algumas cidades, através de uma visualização 3D de pontos turísticos, restaurantes e empresas populares, para melhor visualizar o espaço. Embora o Maps já ofereça opções de visualização de satélite e de rua, a Google diz que o seu novo recurso de visualização imersiva combina ambos, para "criar um modelo rico digital" que faz com que os utilizadores se sintam no chão.

Uma escala deslizante permitirá que os utilizadores vejam como é a área em causa em diferentes momentos do dia, quão movimentada é a área e as condições do tráfego local.

A visualização imersiva estará disponível ainda este ano em Los Angeles, Londres, Nova Iorque, São Francisco e Tóquio, em todos os dispositivos móveis que usam o sistema operacional Android da Google. A empresa planeia adicionar mais cidades à medida que for desenvolvendo este recurso.

Google Tradutor

A Google está a somar 24 idiomas à sua ferramenta de tradução, o Google Translate - a empresa diz concentrar esta medida em idiomas de África e da Índia, e idiomas em geral pouco servidas por tecnologia.

Essas línguas incluem o Quíchua, que é falado nos Andes, particularmente no Peru; Lingala, língua falada na República Democrática do Congo; Assamese, que é falado no nordeste da Índia; e o Tigrinya, que é falado na Etiópia e na Eritreia.

Os idiomas adicionais elevam o número total que a ferramenta pode traduzir para 133, e estarão disponíveis para todos os utilizadores do Google Tradutor nos próximos dias, disse a empresa.

Uma nova escala de tons de pele

A Google está a lançar uma nova escala de tons de pele, com que espera tornar os seus produtos mais inclusivos.

Muitas empresas de beleza e tecnologia classificam os tons de pele com base no que é conhecido como escala Fitzpatrick. Desenvolvido na década de 1970 por um dermatologista de Harvard, é usado para classificar como diferentes cores de pele respondem à luz UV (e, através disso, prever o risco de queimaduras solares e cancro de pele de uma pessoa). Apesar de incluir apenas seis tons de pele, ele é usado por empresas de tecnologia há anos para tudo, desde as cores dos emojis e como os monitores de frequência cardíaca funcionam em diferentes tons de pele, até os esforços para tornar a inteligência artificial mais justa no Facebook.

A empresa disse que começará a usar a escala de tons de pele Monk, desenvolvida pelo professor de Harvard Ellis Monk, que inclui dez tons diferentes. A Google está a usá-lo para fazer coisas como testar o desempenho de modelos de inteligência artificial (como aqueles que podem identificar rostos em fotos) em pessoas de diferentes tons de pele. A empresa está também a usar a escala nas pesquisas do Google Imagens, permitindo que as pessoas reduzam as consultas de imagens relacionadas com beleza por tom de pele.

A Google também abrirá a escala, para que outros possam usá-la.

Cartões virtuais

A Google está a lançar cartões de crédito virtuais para ajudar a proteger as informações financeiras dos utilizadores quando fazem compras online.

O recurso gera um número de cartão virtual que os utilizadores podem preencher automaticamente, em vez de as informações reais do seu cartão em dispositivos móveis Android ou no navegador Chrome da Google, mascarando o número real do cartão de crédito junto das empresas a que estão a comprar.

Os cartões virtuais serão lançados este verão – inicialmente apenas para utilizadores dos EUA com cartões de crédito Visa, American Express e Capital One. A Google planeia adicionar suporte para Mastercard ainda este ano.

Controlos de privacidade nas pesquisas

Outro recurso anunciado esta quarta-feira visa dar aos utilizadores mais controlo sobre que resultados aparecem quando alguém pesquisa o seu nome no Google.

O recurso, que será lançado nos próximos meses, tornará mais fácil para os utilizadores solicitarem que as suas informações pessoais, como números de telefone, e-mail e endereços residenciais, sejam apagadas dos resultados da pesquisa.

A Google planeia permitir que os utilizadores personalizem os anúncios que veem quando navegam na Internet, com a capacidade de escolher as marcas e os tipos de anúncios que desejam ou não ver.

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