"Não foi só um homicídio, foi um ato de execução": homem condenado a 23 anos de prisão por matar mulher à facada em Gondomar

Agência Lusa , BCE
11 jul, 12:11
Justiça

O crime ocorreu em 23 de fevereiro do ano passado, quando o homem matou a vítima quando esta se encontrava no local de trabalho

O Tribunal de São João Novo, no Porto, condenou hoje a 23 anos de prisão o homem, de 48 anos, acusado de matar com uma faca a ex-mulher, em fevereiro de 2023, em Gondomar.

Na leitura do acórdão, a juiz presidente salientou a "violência extrema" do ato, considerando que “foi uma execução”, que “não foi só um homicídio”.

O arguido foi condenado a quatro anos de prisão por um crime de violência doméstica contra a mulher, a dois anos de prisão por um crime de coação agravada sobre o colega que tentou socorrer a vítima e a 21 anos por um crime de homicídio qualificado da mulher, sendo que, em cúmulo jurídico, foi condenado a uma pena única de 23 anos de prisão.

Além da pena de prisão, o tribunal condenou o arguido ao pagamento de 50 mil euros à filha menor do casal e de dois mil euros ao colega da vítima que a tentou socorrer, a título de indemnização, e declarou a incapacidade sucessória do homem em relação à herança deixada pela vítima.

O crime ocorreu em 23 de fevereiro do ano passado, quando o arguido matou com recurso a uma faca a vítima quando esta se encontrava no local de trabalho.

O casal estava separado desde 2022, sendo que foram frequentes os episódios de violência doméstica na vida do casal.

Em setembro desse ano, o arguido foi detido por violência doméstica e o tribunal proibiu-o de se aproximar da vitima, que tinha, desde então, um botão de pânico.

O casal tinha uma filha menor, sendo que o tribunal valorizou as "nefastas consequências" para a menor por ter perdido a mãe.

A pena teve igualmente em conta o facto de o tribunal não acreditar no arrependimento demonstrado pelo arguido.

"Pedir desculpa e chorar não chega, não significa que esteja arrependido e não sei que perdão se pode pedir depois de se ter feito uma coisa destas", considerou o tribunal.

Relacionados

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça

Patrocinados