Governo afasta críticas de Passos Coelho e diz que nomeações visavam os anos do PS

Agência Lusa , AM
27 fev, 12:25
Ministro-adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado afirma que as críticas de Pedro Passos Coelho às nomeações no Estado se referiam aos oito anos de governação do PS

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado considerou que as declarações de Pedro Passos Coelho sobre as nomeações eram sobre os oito anos de governação do PS e que o atual Governo não tem essa mácula.

"Quanto às declarações do dr. Pedro Passos Coelho sobre a questão do Estado e das nomeações, eu penso que o dr. Pedro Passos Coelho estava a referir aos oito anos de governação do Partido Socialista", enfatizou Gonçalo Matias, no debate setorial no parlamento.

"Nós não temos, certamente, essa mácula na nossa governação", acrescentou o governante.

Em 24 de fevereiro, o antigo primeiro-ministro Passos Coelho considerou "um precedente grave" a passagem direta de Luís Neves de diretor nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna, comparando-a à saída de Mário Centeno do governo para o Banco de Portugal.

"Eu bem sei que, seguramente, a intenção que o primeiro-ministro teve ao convidar o ex-diretor da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna se baseou na melhor das intenções. Não tenho dúvida disso. Mas o precedente é grave”, disse, na altura.

O antigo primeiro-ministro insistiu ainda que "a competência na administração é mais importante do que a confiança política" e disse ter convidado para ministros "pessoas que quase não conhecia do ponto de vista pessoal".

Gonçalo Matias falou da nomeação que fez para a Administração pública.

"O que eu lhe posso dizer, respondendo por mim, eu fiz uma nomeação para a Administração Pública, que foi o CTO do Estado ou Diretor de Sistemas de Informação, que é uma pessoa que tem 30 anos de experiência no setor privado, que esteve nas maiores empresas tecnológicas do mundo e que está a fazer uma profunda reforma tecnológica do Estado, ao mesmo tempo que estava com as carrinhas no território a ajudar as pessoas", argumentou.

E, "portanto, em relação a mim, certamente, essas palavras não eram dirigidas", rematou, referindo-se às declarações do ex-líder do PSD.

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