"Fiz exatamente aquilo que devia fazer": Gomes Cravinho diz que a sua ação abriu caminho à investigação sobre corrupção na Defesa

Agência Lusa , RL
20 dez 2022, 15:55
João Gomes Cravinho (AP Photo)

Ministro dos Negócios Estrangeiros critica "aproveitamento político" do caso durante o debate parlamentar

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou esta terça-feira ter feito “exatamente aquilo que devia fazer” relativamente às suspeitas de corrupção no Ministério da Defesa, abrindo caminho à investigação “Tempestade Perfeita”.

“Se estamos hoje com esta matéria a ser investigada nas instâncias próprias, é exatamente porque aquilo que eu fiz na Defesa foi agir em conformidade com a informação que tínhamos, no respeito pela lei e pelo bom nome do Ministério da Defesa Nacional”, declarou João Gomes Cravinho. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que tutelou a Defesa Nacional entre 2018 e 2022, discursava no arranque do debate parlamentar, requerido pelo Chega, sobre “as suspeitas de corrupção no Ministério da Defesa Nacional".

Neste discurso inicial, João Gomes Cravinho lamentou que haja quem se queira "aproveitar politicamente de um processo judicial que procedeu, e procede, de forma escorreita”. 

Cravinho garante que não autorizou despesa adicional nas obras do antigo Hospital Militar

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, garantiu hoje não ter autorizado um aumento de despesa além dos 750 mil euros inicialmente previstos para a requalificação do antigo Hospital Militar de Belém quando tutelava a Defesa. 

“Se eu autorizei algum acréscimo de despesa para além dos 750 mil euros? Não, a resposta é não, não autorizei, nem aliás me foi solicitado que autorizasse”, assegurou João Gomes Cravinho, no parlamento. 

O atual ministro dos Negócios Estrangeiros, que tutelou a Defesa Nacional entre 2018 e 2022, falava no debate parlamentar requerido pelo Chega sobre “as suspeitas de corrupção no Ministério da Defesa Nacional".

Depois das perguntas dos vários grupos parlamentares, no final do debate, Gomes Cravinho lamentou ter ouvido “discursos que já estavam escritos” antes da sua intervenção inicial, que considerou ter esclarecido algumas das interrogações dos deputados. 

O governante apontou ainda aos deputados uma “grande confusão temporal” a partir da qual se elaboram “as mais extraordinárias teorias”.

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