Galo de crista levantada anula guerreiros
O galo de crista levantada anulou os guerreiros depois da epopeia europeia. O Sp. Braga teve uma entrada forte, mas pertenceu ao Gil Vicente as melhores oportunidades do encontro. Num jogo vivo, bem disputado, faltaram os golos para abrilhantar um espetáculo presenciado por sete mil adeptos.
Segundo empate no campeonato da formação arsenalista, primeiro da Era Carvalhal, não descendo para a 6.ª posição – ultrapassado pelo Vitória de Guimarães. Já os gilistas somaram mais um ponto – segundo nulo consecutivo –, ficando no 10.º lugar, somando agora cinco pontos.
Duas alterações dos dois lados
Carlos Carvalhal fez duas alterações em relação à equipa que empatou (2-2) com o Rapid Viena no apuramento para a fase de Grupos da Liga Europa. Saltaram do onze Robson Bambu (lesionado) e Roberto e entraram Paulo Oliveira e El Ouazzani. Bruno Pinheiro não quis ficar atrás do homólogo bracarense e, depois da igualdade com o Estoril (0-0), também trocou duas peças no onze. Castillo entrou para dar mais força ao meio-campo, no lugar de Dominguez, e Cauê estreiou-se a titular, no lugar de Aguirre.
O Sp. Braga teve uma entrada de guerreiro. Fazendo pressão a toda a largura do terreno de jogo, impedia que o Gil Vicente construísse jogo e que saísse das imediações da área. A aposta era quase sempre feita pela ala esquerda, onde Gabri Martínez estava muito ativo. E foi mesmo ele o primeiro a ficar perto do golo, valeu a mancha de Andrew. Também saiu dos pés dele a assistência para André Horta, em boa posição, atirar ao lado. A formação arsenalista tinha bola, contudo faltava-lhe eficácia.
Os galos foram, aos poucos, equilibrando a contenda e conseguindo ter mais bola. A melhor oportunidade dos primeiros 45 minutos acabou por pertencer aos gilistas. Tidjany Touré apareceu isolado, contornou Matheus e rematou para a baliza desamparada. In-extremis surgiu Paulo Oliveira, em cima da linha, a impedir o golo certo. Primeira parte viva, abrilhantada pelo espetáculo fora das quatro linhas, proporcionado pelos adeptos.
Galos mais perto do golo
Os dois técnicos não mexeram em tempo de intervalo, mas só esperaram um quarto de hora para mexer nas equipas. Bruno Pinheiro refrescou a ala direita, trocando Touré por Mboula. Já Carlos Carvalhal mexeu no esquema tático da equipa. Ao lançar Roberto no lugar de Roger, passou a jogar em 4x4x2, com Ricardo Horta a fletir para a direita. No entanto, pouco ou nada mudou e o treinador bracarense acabou por fazer marcha atrás na alteração tática.
Tal como na primeira metade, apesar de ser a turma arsenalista a ter mais posse de bola, era o Gil Vicente que criava as jogadas de maior perigo. E, também à semelhança do primeiro tempo, um defesa bracarense evitou o golo em cima da linha. Félix Correia isolou Dominguez que rematou para defesa de Matheus. Na recarga, Mboula rematou para Yuri Ribeiro, na linha de golo, evitar o primeiro. Até ao final, os locais estiveram sempre mais perto de chegar à vitória do que os forasteiros. Divisão justa de pontos.