César Peixoto: «Nos últimos jogos a equipa sentiu o peso do lugar em que está»

28 nov 2025, 17:14
César Peixoto (Foto: Gil Vicente)

Técnico do Gil Vicente acredita que a pausa ajudou a ultrapassar esse sentimento

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, em declarações na conferência de imprensa de antevisão à receção ao Tondela, deste sábado [20h30], a contar para a 12.ª jornada da Liga. O técnico gilista admitiu que a equipa sentiu o peso do bom arranque de temporada. 

Esta paragem foi boa para o Gil Vicente

«Eu, pelo menos, já tinha saudades dos jogos a sério. Também encarámos os amigáveis que fizemos como sendo sérios, mas é importante voltar à competição e fazê-lo da melhor maneira. Esta paragem, ao contrário da última, foi boa para nós. Permitiu-nos respirar e deu-nos oportunidade de trabalhar alguns aspetos que estavam um pouco descurados.»

Equipa sentiu o peso do lugar em que está

«Temos uma equipa muito humilde, trabalhadora e focada, que não se deslumbra com os elogios. Sinto talvez até que, nos últimos dois jogos, a equipa sentiu um pouco o peso da responsabilidade do lugar em que está. É algo normal, fruto do crescimento, e espero que a pausa tenha ajudado a ultrapassar isso.»

Jogos da Liga nunca são fáceis

«O AVS também estava lá em baixo e não conseguimos vencer. Estes jogos da Liga nunca são fáceis. Podemos facilitá-los, em função do que formos fazendo ao longo dos minutos, mas nunca à partida. Temos de encarar o jogo com o pé direito, de forma séria.»

Mudança de treinadores dificulta preparação dos adversários

«As mudanças têm sido recorrentes e dificultam a nossa planificação e análise ao adversário. Já aconteceu com o Estrela da Amadora, mesmo com o Santa Clara trouxe-nos dúvidas, também com o Académico de Viseu para a Taça de Portugal. Fomos vendo o que o novo treinador fazia no Boavista, agora na Grécia também, mas nunca é exatamente igual.»

Peixoto vai atingir os 100 jogos enquanto treinador da Liga

«É uma marca bonita, um número redondo e um motivo de orgulho. Houve momentos bons, outros menos bons, mas sempre com muito trabalho e dedicação. Penso que um bom treinador num contexto mau tem menos probabilidades de sucesso do que um treinador pior numa situação mais favorável. Podem encaixar-me no lado em que quiserem. Encontrei no Gil Vicente uma estrutura estável e a crescer em todos os departamentos.»


 

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