UEFA tem manifestado de forma clara a sua oposição à FIFA em diferentes momentos, como no caso Balogun e na exclusão do árbitro somali Omar Artan do Campeonato do Mundo, mas continua a não ser claro se a direção do organismo estaria disposta a apoiar formalmente um candidato às eleições
A reeleição do atual presidente da FIFA, Gianni Infantino, parece estar praticamente assegurada, depois de ganhar o apoio formal de mais de 200 países para um quarto mandato na liderança da federação.
Grande parte das 211 federações nacionais filiadas na FIFA já manifestou o seu apoio ao líder suíço, emitindo uma carta nesse sentido, tendo a Federação Inglesa de Futebol sido uma das primeiras, com bastante antecedência em relação ao Campeonato do Mundo. Segundo o The Guardian, apenas um pequeno número de países não o fez, com a Federação Alemã de Futebol a destacar-se por não ter ainda manifestado oficialmente o seu apoio.
Infantino consolida-se assim como um candidato favorito, apesar das várias polémicas que protagonizou durante o Mundial deste ano. Um dos escândalos que mais abalou o campeonato visa o anulamento da suspensão do avançado norte-americano Folarin Balogun.
E embora continue a existir um descontentamento generalizado, especialmente depois de Donald Trump ter admitido ter pressionado a FIFA para rever o cartão vermelho mostrado ao jogador dos Estados Unidos no jogo frente à Bósnia e Herzegovina, a esmagadora maioria da revolta concentra-se entre as federações europeias e organismos ligados ao futebol europeu.
Mas se Gianni Infantino não depende do apoio da Europa para garantir um mandato esmagador, o único concorrente ao cargo pode vir a ser reeleito com relativa facilidade. Ainda assim, a possibilidade de surgir um candidato apoiado pela Europa para defrontar Infantino ganhou alguma força nos últimos dez dias.
O problema, avança o jornal britânico, é que a perspetiva de várias federações chegarem a consenso em torno de um nome continua a parecer remota.
A UEFA tem manifestado de forma clara a sua oposição à FIFA em diferentes momentos, como no caso Balogun e na exclusão do árbitro somali Omar Artan do Campeonato do Mundo, mas continua a não ser claro se a direção do organismo estaria disposta a apoiar formalmente um candidato às eleições.
