Depois da UEFA, a Concacaf: há mais países a ponderar tirar o apoio à recandidatura de Infantino

4 ago, 12:03
Gianni Infantino, presidente da FIFA. AP
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A decisão poderá, no entanto, revelar-se delicada para algumas federações da região

A contestação em torno de Gianni Infantino continua a ganhar dimensão no futebol internacional. Depois de várias federações europeias terem retirado o apoio ao presidente da FIFA, ao mesmo tempo que outras ainda ponderam, vários países da Concacaf, confederação que reúne as federações da América do Norte, América Central e Caraíbas, estão agora a avaliar seguir o mesmo caminho.

Os 41 membros da Concacaf tinham apresentado cartas de apoio à recandidatura de Infantino antes do Mundial, mas muitos ponderam agora revogar esse respaldo. Segundo o The Guardian, a questão foi discutida numa reunião de emergência realizada na passada sexta-feira, durante a qual vários países manifestaram intenção de retirar o apoio ao dirigente, havendo mesmo a possibilidade de alguns já o terem feito de forma reservada.

A mesma fonte indica ainda que existe um forte alinhamento da Concacaf com a posição assumida pela UEFA, que lidera a pressão para a saída de Infantino.

A iniciativa, que pode culminar no fim de um reinado de 10 anos, surge depois do colapso do projeto privado que pretendia vender partes dos direitos do Mundial, um plano que foi travado quando associações da UEFA ameaçaram boicotar futuras competições organizadas pela FIFA.

A decisão poderá, no entanto, revelar-se delicada para algumas federações americanas. Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica são candidatos conjuntos à organização do Mundial Feminino de 2031, cuja atribuição terá ainda de ser aprovada pela FIFA numa assembleia extraordinária marcada para novembro.

A informação surge numa altura em que Victor Montagliani, presidente da Concacaf, tem sido apontado como um dos possíveis adversários de Infantino nas eleições presidenciais da FIFA, previstas para março do próximo ano, embora ainda não tenha decidido se avançará com uma candidatura.

Enquanto isso, o cenário na Confederação Asiática de Futebol permanece dividido. Países como o Catar e os Emirados Árabes Unidos já vieram a público manifestar apoio à continuidade de Gianni Infantino, tal como Sri Lanka, Líbano, Kuwait e Butão.

A maioria dos restantes membros da confederação, incluindo a Arábia Saudita, mantém-se em silêncio, enquanto a UEFA procura conquistar novos apoios para tentar forçar uma disputa eleitoral pela liderança da FIFA. 

Gianni Infantino, de 56 anos, dirige a entidade máxima do futebol mundial desde fevereiro de 2016, altura em que sucedeu ao polémico Joseph Blatter. Antes disso foi secretário-geral da UEFA de 2009 a 2016.

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