Ghislaine Maxwell condenada a 20 anos de prisão: aliciava adolescentes para serem abusadas por Epstein

28 jun, 19:45
Braço direito de Epstein detida nos EUA

Em dezembro, a socialite britânica foi declarada culpada de cinco das seis acusações que lhe eram feitas, relacionadas com a exploração sexual de raparigas com 14 anos.

A socialite Ghislaine Maxwell foi esta terça-feira condenada a 20 anos de prisão por ondenada por aliciar raparigas adolescentes para serem abusadas sexualmente pelo antigo namorado e milionário Jeffrey Epstein, avança a Reuters.

Depois de 40 horas de deliberações, o júri anunciou finalmente o veredicto no tribunal federal de Manhattan, terminando assim com um julgamento que se prolongou por um mês.

Em dezembro passado, Maxwell, de 60 anos, foi declarada culpada de cinco das seis acusações que lhe eram apontadas, relacionadas com a exploração sexual de raparigas com 14 anos.

O Ministério Público norte-americano pediu uma pena de pelo menos 30 anos de prisão para a 'socialite' britânica, argumentando que Maxwell desempenhou um "papel instrumental no horrível abuso sexual de várias adolescentes", entre 1994 e 2004, em algumas das casas de Epstein nos estados da Florida, de Nova Iorque e do Novo México. 

Mas os advogados de defesa disseram que Maxwell não devia passar mais de cinco anos na prisão, acrescentando que a britânica enfrentou ameaças de morte e condições adversas na prisão, onde perdeu cabelo e peso.

O julgamento foi visto por muitos como um acerto de contas que ficou por pagar depois de Epstein ter sido encontrado morto em 2019 na cela em Manhattan, onde aguardava pelo seu próprio julgamento por crime de tráfico e abuso sexual de menores. Este caso desenrolou-se numa altura em que o movimento #MeToo ganhou forma - um movimento que incentivou as mulheres vítimas de abuso sexual a denunciar os seus casos, muitas vezes nas mãos de homens ricos e influentes. O princípe André, um dos filhos da Rainha Isabel II, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foram alvo das denúncias deste caso.

Este julgamento ficou marcado por depoimentos muitas vezes emocionais e explícitos de quatro mulheres - Jane, Kate, Carolyn e Annie Farmer - que contaram que a socialite era uma figura central nos abusos de Epstein, aliciando-as a encontrarem-se com Epstein e por vezes participando nos abusos.

E.U.A.

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