Trump não descarta a possibilidade de oferecer perdão ou comutação a Maxwell
Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por conspirar com Jeffrey Epstein para abusar de menores, enviou uma mensagem a Donald Trump esta segunda-feira onde refere que se o presidente lhe conceder um perdão, irá limpar o seu nome de qualquer irregularidade relacionada com Epstein.
A proposta, feita pelo advogado de Maxwell na manhã desta segunda-feira durante o seu depoimento virtual perante a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, garante que a saga Epstein continuará a ser um tema político quente.
“A Sra. Maxwell está disposta a falar de forma completa e honesta se o presidente Trump lhe conceder clemência”, afirmou o advogado David Oscar Markus numa declaração durante o depoimento, que mais tarde publicou no X. “Só ela pode fornecer o relato completo. Alguns podem não gostar do que ouvirão, mas a verdade é importante. Por exemplo, tanto o presidente Trump como o presidente Clinton são inocentes de qualquer irregularidade”.
Ghislaine Maxwell invoked her Constitutional right to silence this morning before @RepJamesComer and the House Oversight Committee. Here is the statement I gave to the Committee explaining why:
— David Oscar Markus (@domarkus) February 9, 2026
Members of the Committee:
On my advice, Ghislaine Maxwell will respectfully invoke…
Markus referiu ainda que: "Apenas a Sra. Maxwell pode explicar o motivo, e o público tem direito a essa explicação".
Por seu lado, o atual presidente dos EUA não descartou a possibilidade de oferecer perdão ou comutação a Maxwell.
Trump e Clinton, que aparecem em todos os arquivos divulgados pelo DOJ, negaram qualquer irregularidade relacionada com Epstein.
O presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, James Comer, considerou a decisão de Maxwell de invocar a Quinta Emenda "muito decepcionante" e sublinhou que os legisladores "tinham muitas perguntas a fazer sobre o crime que ela e Epstein cometeram, bem como perguntas sobre uma possível co-conspiração".
Os democratas da comissão acusaram Maxwell de tentar comprar clemência ao recusar-se a testemunhar. "Não permitiremos que este silêncio se mantenha", afirmou a deputada democrata Melanie Stansbury, segundo a CNN.
Quando questionado se iria intimar o secretário do Comércio, Howard Lutnick, como parte da investigação, Comer disse que iria concentrar-se em cinco depoimentos que tem agendados.
Os Clinton deverão comparecer à porta fechada no final deste mês para depoimentos.