Sem dizer o nome, Biden responsabiliza Trump pela tragédia no Capitólio. "Mas falharam. Nós, o povo, endurecemos. Nós, o povo, prevalecemos"

6 jan, 15:09

Discurso duro do presidente norte-americano, que recordou a data que envergonha a democracia norte-americana

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Passa esta quinta-feira um ano de um dos mais violentos episódios da história recente da democracia norte-americana. A 6 de janeiro de 2021, milhares de apoiantes de Donald Trump invadiram o Capitólio, dias antes de Joe Biden tomar posse como presidente. No discurso, Joe Biden não mencionou uma única vez o nome do ex-presidente, mas referiu-se a ele 16 vezes.

Joe Biden discursou esta quinta-feira no mesmo local onde cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. O presidente dos Estados Unidos começou por dizer que “a democracia foi atacada, simplesmente atacada” naquele dia, aproveitando para enaltecer o trabalho das forças de segurança, que fizeram prevalecer a “regra da lei”. “A nossa democracia aguentou. Nós, o povo, endurecemos. Nós, o povo, prevalecemos”, afirmou, citando o início da Constituição.

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Joe Biden referiu que, pela primeira vez na história, um presidente “não perdeu apenas uma eleição, ele tentou evitar uma transferência pacífica de poder enquanto uma multidão violenta estava no Capitólio”. “Mas eles falharam. Falharam. E neste dia de recordação devemos garantir que qualquer ataque deste género não deve acontecer nunca mais”, acrescentou.

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Não enterrar o passado, para olhar o futuro

Relembrando os comentários de um representante republicano no Congresso, Joe Biden diz que a multidão que invadiu o Capitólio “não era nenhum grupo de turistas”. O presidente referia-se às palavras de Andrew Clyde, que descreveu o que aconteceu como “uma visita turística normal”.

Mas, para o presidente americano, aquele não foi um dia normal: “Foi uma insurreição armada. Eles foram tentando suspender a vontade das pessoas. Queriam negar a vontade das pessoas”.

Joe Biden diz que todos os americanos viram o que se passou – janelas partidas, o edifício vandalizado, congressistas com medo e até pessoas mortas – e que é o dever de todos “garantir que o passado não é enterrado”. Pelo contrário, pede que se relembre sempre este dia, a “única forma de olhar em frente”.

“É assim que fazem as grandes nações. Não enterram a verdade. Enfrentam-na”, sublinhou.

Continuando uma analogia passado-futuro, Joe Biden pediu à nação, incluindo os legisladores, que decidam que tipo de país querem ser: "Precisamos de decidir, neste momento, que tipo de nação vamos ser. Vamos ser uma nação que aceita a violência política? Vamos ser uma nação que onde se permite que se derrube a vontade legalmente expressada pelo povo? Vamos ser uma nação que vive, não pela luz da verdade, mas pela sombra das mentiras? Não podemos permitir-nos ser esse tipo de nação", vincou.

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O ataque ao Capitólio dos Estados Unidos está a ser investigado pelas autoridades. Além da mrote de cinco pessoas, em causa está também a invasão de propriedade, com a agravante de se tratar de um edifício público.

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