UGT manteve-se "absolutamente intransigente" apesar de "todo o esforço que o Governo fez": ministra justifica falhanço no acordo laboral

7 mai, 16:56
Maria do Rosário Palma Ramalho (António Cotrim/Lusa)
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Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o Governo cedeu em todas as "linhas vermelhas" traçadas pela central sindical. UGT diz que ninguém apresentou propostas na reunião desta quinta-feira

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, disse esta quinta-feira que a UGT se manteve "absolutamente intransigente" durante o processo de concertação social, não tendo os parceiros sociais chegado a acordo.

Governo, patrões e sindicatos reuniram-se esta quinta-feira, mas não chegaram a um entendimento após nove meses de negociações.

"Infelizmente, não foi possível chegar a um acordo, apesar de todo o esforço que o Governo fez. O Governo esteve sempre de boa-fé nesta negociação, tentou ao máximo levá-la a bom porto, fez inúmeras cedências, como outros parceiros fizeram", disse Palma Ramalho no final da reunião.

"Não houve matérias, nenhuma das linhas vermelhas, em que o Governo tivesse cedido. Infelizmente, um dos parceiros revelou-se absolutamente intransigente e, portanto, não permitiu as aproximações que eram necessárias para chegarmos ao acordo que desejávamos", acrescentou a ministra no Conselho Económico e Social.

Palma Ramalho disse ainda que o próximo passo será levar a "decisão final ao primeiro-ministro e o Governo vai avaliar muito rapidamente o passo seguinte, que será a transformação em proposta de lei para que o processo siga na instância legislativa".

Do lado da UGT, o seu secretário-geral, Mário Mourão, afirmou que "ninguém aqui hoje apresentou propostas" e que, mantendo-se o texto inalterado face à última reunião, a central sindical mantinha também a sua posição.

"Esta proposta é insuficiente para que a UGT pudesse dar o seu acordo", referiu.

Sobre uma eventual adesão à greve geral de 3 de junho, convocada pela CGTP, Mário Mourão disse que "ainda não estamos nessa fase, nem sequer ainda submeti propostas destas aos órgãos da UGT".

O secretário-geral da UGT falou ainda da CIP e da sua proposta de pagamento de um 15.º mês, que considera ser um "engodo" que a confederação "de vez em quando levanta para ter palco".

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