Tribunal dos EUA volta a impor vacinação obrigatória contra a covid-19 para grandes empresas

Agência Lusa , BMA
18 dez 2021, 08:33
Joe Biden

"Há demasiadas pessoas que não estão vacinadas para que possamos sair definitivamente desta pandemia", disse Joe Biden

Um tribunal federal norte-americano restabeleceu na sexta-feira a vacinação obrigatória para empresas com mais de 100 trabalhadores, pedida pelo governo para travar a covid-19, e suspensa, no início de novembro por outro tribunal.

A medida deverá ser aplicada até 4 de janeiro, ou a realizar testes muito regulares.

Anunciado em meados de setembro, foi adotado no início de novembro pela Casa Branca e imediatamente contestado em tribunal, nomeadamente pelo estado do Texas, controlado pelos republicanos, que se opõe a qualquer vacinação obrigatória para combater a pandemia.

"Está estabelecido que a covid-19 tem continuado a espalhar-se, a mutilar, a matar e a impedir o regresso seguro dos trabalhadores norte-americanos aos empregos", explicou o Tribunal de Recurso de Ohio na decisão de sexta-feira.

Esta decisão ainda pode ser contestada perante o Supremo Tribunal dos EUA.

A suspensão da vacinação obrigatória foi um grande revés para o Presidente norte-americano, que considerou ser "a melhor saída para esta pandemia".

"Há demasiadas pessoas que não estão vacinadas para que possamos sair definitivamente desta pandemia", afirmou Joe Biden.

A covid-19 provocou mais de 5,33 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.741 pessoas e foram contabilizados 1.215.774 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 77 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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