Eduardo Cabrita deu louvor aos motoristas do gabinete no dia em que saiu do Governo

21 dez 2021, 21:45

Texto assinado pelo ex-ministro não detalha nem exclui qualquer funcionário e motorista. Eduardo Cabrita saiu do Governo na sequência do atropelamento mortal na A6

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Antes de sair do Governo, Eduardo Cabrita deu um louvor aos motoristas do gabinete. A decisão só foi publicada esta terça-feira em Diário da República, segundo confirmou a TVI/CNN Portugal, duas semanas depois do pedido de demissão do ministro da Administração Interna após um dos seus motoristas ter sido acusado de homicídio por negligência pelo Ministério Público.  

A acusação, recorde-se, surgiu no seguimento do acidente que vitimou um trabalhador da manutenção da via, na A6 (sentido Estremoz-Lisboa), a 18 de junho. A investigação do Ministério Público e dos peritos concluiu que o carro onde também estava o ministro seguia a mais de 160 quilómetros por hora. No dia em que foi conhecida a acusação, Eduardo Cabrita afirmou aos jornalistas que era apenas um "passageiro".

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Ao todo, no momento da saída do Governo, o antigo responsável pela pasta da Administração Interna atribuiu mais de 20  louvores, que só agora foram publicados em Diário da República. Como é comum, praticamente todos os louvores têm indicação do nome e função concreta do funcionário no gabinete do ministro da Administração Interna. Contudo, há um louvor atribuído de forma genérica "ao pessoal do apoio técnico-administrativo, do apoio auxiliar e aos motoristas do Gabinete".

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O texto assinado pelo ex-ministro não detalha nem exclui qualquer funcionário e motorista. O louvor é justificado com base na "disponibilidade, dedicação e sentido de responsabilidade que demonstraram no exercício de funções, contribuindo para o pleno funcionamento da área governativa da administração interna". 

O motorista que seguia ao volante do carro do ministro na A6, no dia do acidente, tinha sido nomeado por Eduardo Cabrita em novembro de 2019 e já tinha sido motorista em vários gabinetes de governos desde pelo menos 2007. Marco Pontes chegou a receber três louvores de governantes (em 2009, 2015 e 2016), mas na altura - ao contrário de agora - o seu nome foi expressamente referido nos elogios escritos em Diário da República.

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