SEF fica sem diretor a um mês de ser extinto

Daniela Rodrigues , (atualizada com Lusa)
29 mar, 15:28
SEF escolheu por duas vezes os mesmos inspetores para a Direção Central de Investigação

Demissão do general Botelho Miguel já foi formalizada

O diretor nacional do SEF pediu a demissão do cargo, que foi aceite pela ministra da Administração Interna. A saída do general Botelho Miguel, a um mês e meio da extinção do próprio SEF, já foi formalizada em Diário da República e tem efeitos a partir desta quarta-feira, conforme confirmou a CNN junto de fonte oficial do SEF.

Botelho Miguel estava em funções desde dezembro de 2020. Substituiu Cristina Gatões, após o escândalo da morte de um imigrante ucraniano no aeroporto de Lisboa.

Pedido de demissão já tinha sido apresentado a Eduardo Cabrita

O diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) que hoje se demitiu do cargo já tinha apresentado o pedido de exoneração ao ex-ministro Eduardo Cabrita, adiantou o Ministério da Administração Interna (MAI), em comunicado.

“A decisão sobre o pedido, que foi formalizado ao então Ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita, foi adiada para o final do mandato do Governo, a pedido da Ministra Francisca Van Dunem, que lhe sucedeu no cargo em dezembro do ano passado”, lê-se no comunicado do MAI sobre a demissão do tenente-general Luís Botelho Miguel.

A nota refere que a demissão acontece a pedido do próprio e “por razões de ordem pessoal” e agradece a Botelho Miguel “a dedicação e o profissionalismo com que exerceu as suas funções, com particular destaque para as últimas semanas, em que foi necessário responder com enorme rapidez ao fluxo de pessoas deslocadas em virtude da guerra na Ucrânia, em que o empenhamento e mobilização do SEF se revelaram centrais”.

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