Ricardo Salgado condenado a seis anos de prisão no processo Operação Marquês

Vânia Ramos , BMA
7 mar, 16:33

Tribunal deu como provado quase totalidade dos factos constantes na acusação. Também foi provado que ex-banqueiro sofre de Alzheimer

O ex-banqueiro Ricardo Salgado foi esta segunda-feira condenado a seis anos de prisão por três crimes de abuso de confiança no processo Operação Marquês. A CNN Portugal sabe que o tribunal deu como provado quase a totalidade dos factos constantes na acusação. 

De acordo com o Ministério Público, os crimes foram dados como provados face à medida das penas e conjugada com a mobilidade do arguido para o estrangeiro. Também foi provado que o ex-banqueiro sofre de Alzheimer, pelo que deve ser aplicada ao arguido, como medida de coação, a proibição de se ausentar para o estrangeiro e a entrega do passaporte.

A defesa do ex-banqueiro alegou que não haveria perigo de fuga, uma vez que Salgado está a ser acompanhado medicamente em Portugal. Apesar disso, o pedido foi negado.

À saída do Campus de Justiça, em Lisboa, Francisco Proença de Carvalho, advogado do ex-presidente do Banco Espírito Santo (BES), disse que o cliente sempre manteve uma "posição muito institucional nas suas relações com os tribunais e com a Assembleia da República". "Sempre teve muito respeito por todos os órgãos do País, nomeadamente pelos tribunais", começou por dizer Francisco Proença de Carvalho, dizendo que discorda da posição do tribunal.

"Não podemos concordar com esta decisão. Por várias razões, acreditamos que a condenação não revela o que se passou no julgamento. Uma condenação a pena efetiva de alguém, como ficou provado, que sofre de doença Alzheimer é uma condenação que obviamente, do ponto de vista da lei e da dignidade humana, não é aceitável", continuou a defesa de Ricardo Salgado, explicando que irá recorrer da decisão do tribunal, no que diz respeito à pena de prisão efetiva e também à medida de coação. "Sempre cumpriu totalmente as medidas de coação a que esteve sujeito durante estes oito anos."

O ex-banqueiro não marcou presença na leitura da sentença.

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