PSD rejeita coligação com CDS e concorre sozinho nas legislativas

7 dez 2021, 18:30
Francisco Rodrigues dos Santos (CDS-PP) e Rui Rio (PSD) assinam acordo para as autárquicas
Francisco Rodrigues dos Santos (CDS-PP) e Rui Rio (PSD) assinam acordo para as autárquicas

Rui Rio ouviu os membros da comissão política mas não se pronunciou

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O PSD vai concorrer sozinho às eleições legislativas de 30 de janeiro. Os sociais-democratas afastam assim uma coligação com o CDS. Cai assim a hipótese de se discutir uma coligação no Conselho Nacional que arranca esta terça-feira. A notícia foi confirmada por fontes do PSD  à CNN Portugal (do mesmo grupo da TVI).

A reunião da Comissão Política dos social-democratas discutiu o assunto, com várias intervenções contrárias à ideia que Rui Rio começou por defender há semanas, noutra reunião deste órgão.

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Segundo foi possível apurar, o líder ouviu apenas os membros da comissão política, preferindo não se pronunciar na reunião, que decorreu num hotel, em Évora. A questão não foi votada, pelo menos até ao momento, mas ficou decidido que o PSD vai concorrer sozinho.

A situação já não será assim colocada à discussão no Conselho Nacional, que vota esta noite as listas de deputados à assembleia da república.

"Neste momento é mais vantajoso para o PSD concorrer sozinho". Rui Rio explicou assim a decisão da Comissão Política Nacional, que decidiu que o PSD vai sozinho a eleiç\oes, desejando que o CDS e o PPM tenham um bom resultado, e admitindo que algumas pessoas vão ficar descontentes.

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O CDS já confirmou que os dois partidos não vão concorrer coligados, adiantando que já foi informado da decisão do PSD.

No sábado, Rui Rio tinha afirmado publicamente que seria a direção a decidir se proporia ao Conselho Nacional que o PSD concorresse sozinho às eleições de 30 de janeiro a nível nacional ou coligado com o CDS-PP e, eventualmente, com o PPM.

Nessa altura, Rio escusou-se a avançar a sua posição pessoal, admitindo que existe divisão na direção sobre esta matéria, depois de na campanha para as diretas ter admitido em várias entrevistas ser “tendencialmente” favorável a listas conjuntas com o CDS-PP.

Na mesma ocasião, o presidente do PSD reiterou a sua defesa de um "recentramento" do PSD, considerando que é nesse espaço ideológico que as eleições legislativas se decidem, recusando encostar o partido à direita para disputar “meia dúzia de votos” ao CDS, Chega e Iniciativa Liberal.

Numa primeira reunião da CPN que abordou o tema, antes das diretas, a maioria dos membros manifestou-se contra uma coligação com os democratas-cristãos, mas não houve uma votação.

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Assim, o Conselho Nacional ‘apenas’ terá na ordem de trabalhos a votação das listas completas de candidatos a deputados às legislativas, depois de hoje terem sido divulgados os cabeças de lista, uma escolha do presidente do partido.

Em entrevistas recentes, já depois de vencer as diretas ao eurodeputado Paulo Rangel, Rui Rio apontou “a competência e a lealdade” como critérios para a elaboração das listas.

As listas para os vários círculos serão votadas todas em conjunto e, segundo a secretaria-geral, de braço no ar, como é habitual.

Em 2019, quando mais de metade dos então deputados (55%) não entrou nas listas às legislativas, o Conselho Nacional aprovou-as com 74% de votos favoráveis (80 a favor, 18 contra e 10 abstenções).

O primeiro ponto da ordem de trabalhos do Conselho Nacional está relacionado com a covid-19: será votado um aditamento ao Regulamento do 39.º Congresso Nacional para habilitar a secretaria-geral a fazer ajustamentos à reunião magna em função da situação pandémica.

Em cima da mesa, explicou à Lusa fonte da secretaria-geral, estão medidas como uma eventual redução do número de observadores previstos e a avaliação se também os congressistas terão de juntar um teste negativo ao certificado digital, que será obrigatório para todos os que participarem no Congresso marcado para entre 17 e 19 de dezembro, em Lisboa.

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