Empate técnico: referendo para adesão da Moldova à UE contado às milésimas

20 out 2024, 20:46
Votação na Moldova (Vadim Ghirda/AP)

Menos de metade dos eleitores foi às urnas decidir o destino do país

Foi uma reviravolta durante a madrugada, e que deixa agora a dúvida quando ainda faltam contar alguns votos na Moldova. Depois de os primeiros resultados terem dado a vitória ao não no referendo que questionava a vontade dos cidadãos em aderir à União Europeia - com 95% dos votos contados essa era a tendência -, o escrutínio está agora muito renhido, com ligeira vantagem para o sim.

Faltando contar menos de 2% dos votos, e segundo a Comissão Eleitoral Central (CEC), a separação entre as duas respostas está numa disputa de centésimas. Isto apesar de o país até já ter iniciado o processo de adesão.

De acordo com a CEC, dos 1.546.757 moldavos que apareceram nas urnas para uma eleição que também vai decidir o novo presidente, 1.478.958 registaram-se para votar no referendo, o que corresponde a uma participação de apenas 49,81% dos eleitores.

Na mesma eleição os moldavos foram chamados a escolher o próximo presidente, tendo os resultados ditado que Maia Sandu (pró-Ocidente e atual chefe de Estado) e Alexandr Stoianoglo (procurador-geral e considerado próximo da Rússia) vão disputar uma segunda volta.

Entrincheirada entre a Roménia e a Ucrânia, a Moldova, que pertencia à União Soviética, tem uma forte componente de influência russa. Tanto assim que existe uma parte do seu território, a Transnístria, que se declara independente do resto do país, alinhando antes pela lógica de Moscovo, sendo que o exército russo tem mesmo bases nessa zona, que faz fronteira com a Ucrânia.

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