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Portugal eleito como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

CNN Portugal , MCC
3 jun, 16:30

 

 

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Segundo lugar do grupo da Europa Ocidental e Outros Estados fica para a Áustria. Foram também eleitos Zimbabué e Trinidad e Tobago

Portugal foi, esta quarta-feira, eleito na primeira volta como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, garantindo assim o regresso a um dos principais órgãos da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais. 

A eleição foi decidida em votação secreta na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, com os 193 Estados-membros a escolherem os novos ocupantes dos cinco lugares rotativos do Conselho. Portugal concorria pelo grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, onde disputava dois lugares com a Alemanha e a Áustria, tendo sido este último o eleito. Já no que respeita aos restantes grupos, foram eleitos o Zimbabué e Trinidad e Tobago.

Com esta eleição, Portugal assegura o seu quarto mandato no Conselho de Segurança, depois de já ter ocupado o assento em 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012, mantendo um registo de sucesso em todas as candidaturas apresentadas até agora.

O primeiro-ministro já saudou a vitória, afirmando que a eleição "dignifica Portugal e reforça a sua projeção internacional" e sublinhou que o país "é credível e respeitado" e mantém uma participação ativa ao nível internacional. Luís Montenegro considerou ainda que o mandato representa "mais uma prova do percurso histórico de Portugal" e do reconhecimento da sua "coerência, lealdade e visão estratégica no plano multilateral".

Também o Presidente da República considerou que a eleição de Portugal para o Conselho de Segurança das Nações Unidas "é uma conquista que enaltece todo o povo português", sublinhando que o resultado reflete a confiança e o reconhecimento internacional do país. Na mensagem divulgada, o chefe de Estado afirmou que a votação "é também o reconhecimento do compromisso do nosso país com o multilateralismo e, em particular, com as Nações Unidas", destacando que o resultado "reflete a credibilidade, a confiança e o respeito de Portugal na comunidade internacional".

Num contexto internacional descrito como "cada vez mais desafiante e imprevisível", António José Seguro expressou a expetativa de que o mandato contribua para "um mundo mais pacífico, menos desigual, mais justo e mais digno".

Com esta eleição, Portugal junta-se aos países que irão integrar o Conselho de Segurança no período de 2027 a 2028, num mandato de dois anos que será marcado por debates sobre conflitos internacionais, segurança global e reformas no sistema multilateral.

Parlamento saúda eleição de Portugal, com a abstenção do PCP

O Parlamento aprovou hoje, com a abstenção do PCP, um voto do presidente da Assembleia da República de saudação pela eleição de Portugal para membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No voto subscrito por José Pedro Aguiar-Branco, refere-se que “a candidatura portuguesa, formalizada em 2013 e desenvolvida ao longo de mais de uma década, assentou num programa de três pilares: prevenção, parceria e proteção”. Um programa “traduzindo uma diplomacia preventiva, vocacionada para a construção de pontes entre continentes e para a proteção das populações e ancorada na tradição universalista de Portugal”.

“Este êxito é fruto de um esforço de Estado, que mobilizou sucessivos governos, presidentes da República e toda a rede diplomática nacional, e conheceu a sua fase decisiva sob a condução do ministro de Estado dos Estados Estrangeiros, Paulo Rangel, cuja ação determinada e mobilização internacional foram essenciais para o reconhecimento alcançado”, refere-se no voto.

A eleição de Portugal, refere-se no texto aprovado pelo Parlamento, “constitui o reconhecimento internacional da credibilidade, do prestígio e da coerência da política externa portuguesa”.

“Com este mandato, Portugal assume uma acrescida responsabilidade na defesa do multilateralismo, da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e da resolução pacífica de conflitos num momento particularmente exigente para as Nações Unidas e para a ordem internacional”, acrescenta-se.

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