Polícia Judiciária fez buscas na EMEL

Henrique Machado , AM - notícia atualizada às 00:07 de dia 31
30 mar, 11:25
EMEL (Foto: EMEL via Instagram)

Em causa está uma investigação por crimes de corrupção, participação económica em negócios e recebimento indevido de vantagem

A Polícia Judiciária esteve, esta quarta-feira de manhã, a fazer buscas na EMEL, em Lisboa, sabe a TVI/CNN Portugal. Também foram feitas buscas na Assembleia Municipal de Lisboa, no Fórum Lisboa e na junta de freguesia da Misericórdia.

Em comunicado, a Polícia Judiciária esclarece que "no âmbito de um inquérito dirigido pela 1.ª Secção do DIAP Regional de Lisboa, procedeu à execução de onze mandados de busca, não domiciliárias, visando a recolha de prova relacionada com as práticas criminosas, sob investigação".

A TVI/CNN Portugal apurou que as suspeitas recaem em contratos de consultoria celebrados entre a administração da EMEL, empresas privadas de consultadoria e as juntas de freguesia de Santa Maria Maior e São Vicente. Em causa está uma investigação por crimes de corrupção, participação económica em negócios e recebimento indevido de vantagem por alegado favorecimento a empresas de consultadoria por parte de juntas e da EMEL. 

De acordo com o Público, estão em causa, pelo menos, 14 contratos de assessoria e consultoria, num valor de quase 800 mil euros. Terão sido realizados por ajuste direto, entre 2012 e 2021. Para além disso, entre os contratos que se encontram em investigação, há pelo menos quatro que são com a própria Câmara Municipal de Lisboa. Três assinados em 2015 e um em 2017. Este último num valor total de 48.224 euros.

Segundo o jornal, os contratos mais recentes, referentes ao ano passado, foram celebrados com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. O gestor em causa terá assinado um contrato, em nome individual, no valor de 72 mil euros com esta junta, em outubro de 2021, para prestar serviços de assessoria ao presidente e ao executivo.

Na operação realizada esta quarta-feira participou a Unidade Nacional de Combate à Corrupção, com o apoio da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática e foi acompanhada por um Juiz de Instrução Criminal e por Magistrados do Ministério Público.

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