Peru declara estado de emergência e recolher obrigatório devido a protestos

Agência Lusa , RL
5 abr, 07:46
Congresso do Peru (AP)

Em causa estão protestos de motoristas e sindicatos de agricultores, há uma semana em greve

O presidente do Peru, Pedro Castillo, declarou na segunda-feira à noite o estado de emergência e recolher obrigatório na capital, Lima, e na cidade portuária vizinha de Callao, devido a protestos de motoristas e sindicatos de agricultores.

Os trabalhadores estão há uma semana em greve, após terem rejeitado um acordo preliminar alcançado durante o fim de semana, entre negociadores dos manifestantes e as autoridades governamentais.

O recolher obrigatório entrou em vigor na terça-feira, às 02:00 (07:00 em Lisboa) e vai prolongar-se até à meia-noite, disse Castillo, segundo o jornal peruano 'Gestión'.

O presidente disse que a medida pretende pôr cobro a "atos de violência que certos grupos quiseram provocar" e restaurar a paz e a ordem.

Castillo sublinhou que durante o período de emergência estão suspensos os direitos constitucionais ligados à inviolabilidade do domicílio, liberdade de circulação no território nacional, liberdade de reunião e as liberdade e segurança pessoais.

Haverá exceções para permitir a mobilização de serviços essenciais, como saúde, medicamentos, água, saneamento, eletricidade, gás, combustível, telecomunicações e limpeza e recolha de resíduos sólidos, serviços funerários e transporte de mercadorias.

Os jornalistas poderão movimentar-se durante o período de recolher obrigatório, assim como pessoas que precisam de atendimento médico urgente.

Mais de 2.000 motoristas de autocarros na região de Cuzco aderiram a uma greve nacional de 48 horas na segunda-feira, convocada pelo Sindicato dos Transportes Multimodais do Peru devido aos altos preços dos combustíveis e novas regulamentações de transporte, explicou um porta-voz do grupo, Pedro Banda, citado pela televisão TeleSur.

A greve originou confrontos entre manifestantes e agentes policiais, assim como ataques a infraestruturas – incluindo portagens –, bloqueio de autoestradas e suspensão de aulas. Foram ainda registadas quatro mortes.

Este é o primeiro grande conflito social enfrentado por Pedro Castillo desde que foi eleito em julho como chefe de Estado.

Antes da eleição de Castillo, o Peru foi abalado por repetidas crises ministeriais e pela formação de quatro governos em oito meses. O próprio presidente peruano escapou a um processo de destituição iniciado pela oposição no final de março.

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