"Em vez de parar com as avenças, ele prefere parar com o país": Pedro Nuno desafia Montenegro a abdicar da moção de confiança
Pedro Nuno Santos reitera que "o PS não sustenta este Governo" aprovando moções de confiança
O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, desafiou esta sexta-feira o primeiro-ministro a deixar cair a moção de confiança a bem da "estabilidade política no país".
"Há margem para não haver eleições e eu faço esse apelo ao primeiro-ministro: se está preocupado com a estabilidade política no país, não avance com a moção de confiança", declarou aos jornalistas, à margem da apresentação da candidatura autárquica de Victor Hugo Salgado à Câmara Municipal de Vizela.
Pedro Nuno Santos reiterou que "o Partido Socialista não sustenta este Governo" e que sempre deixou claro que iria chumbar eventuais moções de censura, tal como não aprovaria moções de confiança. O socialista deu a entender que não recua na intenção de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) a Luís Montenegro, considerando-a um instrumento "essencial" para "apurar a verdade".
"O Governo está obviamente desorientado, de cabeça perdida. Infelizmente, Luís Montenegro, em vez de parar com as avenças, prefere parar com o país", criticou.
As declarações de Pedro Nuno Santos surgem depois da correção do Governo às declarações do ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que sugeriu que o Governo poderia retirar o pedido de confiança se o Partido Socialista abandonar a ideia de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Montenegro.
Em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros desta sexta-feira, o ministro dos Assuntos Parlamentares sublinhou que a moção de confiança é mesmo para avançar e que é a "última oportunidade para o PS" evitar eleições.
