Identificados 90 casos da variante Ómicron em Portugal, que pode tornar-se dominante na próxima semana

17 dez 2021, 19:57
Nova variante da covid-19, Omicron
Nova variante da covid-19, Omicron

Face ao aumento do número de infeções e da mortalidade por covid-19, a DGS não exclui a necessidade de "ponderar o reforço das medidas de proteção" nos próximos dias e nas próximas semanas

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Portugal registou 90 casos da nova variante Ómicron, que poderá tornar-se dominante na próxima semana, de acordo com as 'linhas vermelhas' da pandemia divulgadas esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Nos últimos dias, o país registou "um aumento acentuado da circulação" desta nova variante, refere-se no relatório semanal, estando previsto que "na próxima semana" esta variante se torne "dominante" em Portugal.

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A ministra da Saúde, Marta Temido, avançou esta sexta-feira, em conferência de imprensa, que a prevalência desta nova variante "ronda já os 20%", podendo ser de "50% na semana do Natal e de 80% na semana do final do ano".

O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 tem apresentado uma "tendência crescente a nível nacional" nos últimos 14 dias, com 547 casos por 100.000 habitantes. Da mesma forma, o número de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) também assume uma "tendência crescente", com uma ocupação de 62% do "valor crítico" definido de 255 camas, um valor superior aos 56% registados na semana passada. O número crescente dos internamentos tem sido mais evidente na região Centro, que apresenta maior ocupação, seguida do Norte e do Algarve.

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Na quarta-feira, o Centro apresentava uma ocupação em cuidados intensivos de 103% (35 doentes) do nível de alerta, o Norte de 76% (57), o Algarve de 74% (17), Lisboa e Vale do Tejo de 43% (44) e o Alentejo de 25% (cinco).

Também a mortalidade por covid-19 tem registado uma "tendência crescente", com 23,6 óbitos em 14 dias por 1.000.000 habitantes. “Este valor é superior ao limiar de 20 óbitos em 14 dias um milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), indicando um impacto elevado da epidemia na mortalidade”, alerta o relatório.

Face a este crescimento dos números de novos casos de infeção e de mortalidade, verifica-se agora uma maior "pressão nos serviços de saúde", pode ler-se no mesmo documento.

Nesse sentido, a DGS e o INSA insistem na vacinação de reforço e da vigilância epidemiológica e virológica, e não excluem a necessidade de "ponderar o reforço das medidas de proteção se se observar um agravamento da situação epidemiológica nos próximos dias e nas próximas semanas".

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