Ómicron já é responsável por quase metade dos casos de covid-19 em Portugal

21 dez 2021, 13:10
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Variante vai tornar-se dominante em Portugal já esta semana

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A variante da covid-19 Ómicron atingiu uma proporção estimada de 46,9% no dia 20 de dezembro, o que significa que esta mutação já é responsável por quase metade dos casos reportados em Portugal.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) refere que a variante Ómicron ainda era de "baixa circulação" no final de novembro/início de dezembro, tendência que se modificou, com um "aumento abrupto de circulação desta variante estimado para os dias seguintes".

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"[Foi possível identificar] desde o dia 6 de dezembro, um crescimento exponencial na proporção de casos prováveis, tendo atingido uma proporção estimada de 46,9% no dia 20 de dezembro", acrescenta o relatório.

Ainda de acordo com o mesmo relatório, a Ómicron "será dominante" - responsável por mais de 50% dos casos - na presente semana (de 20 a 26 de dezembro), o que acompanha a tendência observada em países como a Dinamarca e o Reino Unido.

"Este aumento abrupto de circulação comunitária tem paralelismo com o cenário observado em outros países", refere o relatório.

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De acordo com os últimos dados das autoridades de saúde, esta nova variante já foi identificada em 90 casos em Portugal, esperando-se um aumento desses dados nos próximos dias.

Descoberta na África Austral, a Ómicron é a mais recente variante da covid-19. Não é ainda certo quais os efeitos que tem na vacinação, mas sabe-se que a transmissão devido a esta mutação aumenta.

Relativamente à variante do coronavírus SARS-CoV-2 Delta, os dados indicam que nas semanas 47 e 48 (entre 22 de novembro e 5 de dezembro), com amostragens fechadas e análises concluídas, registou-se uma frequência relativa de 99,8% e 98,4%, respetivamente.

Na semana 49 (6 a 12 de dezembro, cujos dados ainda estão em apuramento), a variante Delta apresentava uma frequência relativa provisória de 97,5%.

Em Portugal, as sequências Delta analisadas até à data dividem-se em mais de 100 sublinhagens, que começaram a ser definidas com o prefixo “AY”, das quais se destacam a AY.43.5 (AY.43 com mutação adicional N501S na proteína Spike), que tem representado, em média, desde a semana 44 (1 a 7 de novembro), cerca de 5% de todas as sequências analisadas, ilustrando a continuidade da sua circulação em múltiplas regiões, refere o INSA.

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Já a sublinhagem AY.4.2 tem revelado “uma frequência relativa tendencialmente crescente”, de 1,8% na semana 42 (18 a 24 de outubro) para 6,5% (semana 49, 6 a 12 de dezembro, cujos dados ainda estão em apuramento), mantendo uma maior circulação na Região do Algarve.

“Em relação às sublinhagens com a mutação de interesse E484Q, confirma-se a continuidade da cadeia de transmissão detetada no Porto e a emergência independente de novos clusters com este perfil”, lê-se no relatório.

O INSA, através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas, já analisou 23.663 sequências do genoma do coronavírus SARS-CoV-2, obtidas de amostras colhidas em mais de 100 laboratórios, hospitais e instituições, representando 303 concelhos de Portugal.

No âmbito da monitorização contínua, têm vindo a ser analisadas uma média de 538 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios de todo o país.

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