“Não li o livro, não o vou ler, nem quero comentar”. Medina reage ao livro “O Governador”

21 nov, 13:57
Fernando Medina e Pedro Santos Guerreiro na CNN Portugal Summit

“Se tivesse que comentar era dar a minha opinião sobre o mandato de Carlos Costa e a sua personalidade”, disse Fernando Medina

Questionado quanto à recente polémica com o livro “O Governador”, do jornalista Luís Rosa, Fernando Medina é perentório e esclarece que não leu o livro em questão, “nem o irei ler”. Na obra em causa, é feita uma acusação ao Governo e ao PS, que terão pressionado o antigo governador do Banco de Portugal (BdP) no caso que levou à resolução do Banif.

O ministro das Finanças garante ainda que não quer comentar o assunto, considerando que “se tivesse que comentar era dar a minha opinião sobre o mandato de Carlos Costa e a sua personalidade”.

Sobre uma passagem que diz que a Câmara de Lisboa, na altura presidida por Fernando Medina, impediu a realização de uma manifestação dos lesados do BES, o atual ministro das Finanças nega qualquer intervenção. "Não fazia a menor ideia de que isso aí estava. A relação entre os municípios e as manifestações já foi altamente criticada no meu mandato. (...) O meu entendimento é que as câmaras não têm o poder de proibir manifestações. O direito à manifestação sempre foi constitucionalmente válido. Portanto, isso deve ter sido só mais um equívoco desse livro que não li e não vou ler".

A passagem está nas páginas 374/375 do livro e diz o seguinte: "Isso não impediu que o PS desse um apoio silencioso aos lesados do GES, confundindo-os com os clientes do BES. Tal como não impediu que a Câmara Municipal de Lisboa liderada pelo PS autorizasse uma manifestação dos lesados à porta da residência privada de Carlos Costa em Lisboa, em vez de autorizar a mesma em frente à sede do Banco de Portugal." 

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