Morreu Joan Didion

CNN Portugal , com Lusa
23 dez 2021, 17:13
Joan Didion no seu apartamento em Nova Iorque, em setembro de 2005. Foto: Kathy Willens/AP
Joan Didion no seu apartamento em Nova Iorque, em setembro de 2005. Foto: Kathy Willens/AP

Escritora e jornalista norte-americana tinha 87 anos

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A escritora norte-americana Joan Didion faleceu esta quinta-feira, aos 87 anos, devido a complicações causadas pela doença de Parkinson, anunciou a Penguin Randon House, editora com quem trabalhava.

Para além de aclamadas obras como Play It as It Lays (livro não editado em Portugal), Didion ganhou destaque no mundo da cultura e dos media também através das suas colunas nas revistas Life e The Saturday Evening Post, quase sempre com a Califórnia, de onde era natural, como pano de fundo e fonte de inspiração, como conta o The New York Times

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Já a Associated Press sublinha que Joan Didion integrava "o panteão dos 'new journalists'", juntamente com Tom Wolfe, Nora Ephron ou Gay Talese, combinando as técnicas literárias com os princípios do jornalismo para escrever reportagens sobre a atualidade, fosse um sismo ou umas eleições.

Recorrentemente falada para o Nobel da Literatura, Joan Didion publicou várias coletâneas, entre as quais Slouching Towards Bethlehem e The White Album, a partir de textos que publicou na imprensa norte-americana, como Life, New York Times e The New York Review of Books.

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Didion é considerada a pioneira do Novo Jornalismo [New Journalism, na versão original], um estilo que mistura a escrita literária com a reportagem e que se tornou popular nas revistas e nos livros nos anos de maior sucesso da escritora, entre 1960 e 1970, altura em que escreveu para publicações como a Vogue, Mademoiselle e National Review. 

A Última Coisa Que ele Queria foi a última obra de Joan Didion editada em Portugal, que chegou às livrarias portuguesas em outubro pela mão da Cultura Editora. Foram ainda editados no nosso país os livros Noites Azuis (abril de 2021) e O Ano do Pensamento Mágico (em 2006 e reeditado nos anos 2009 e 2017), obra sobre luto e perda, pela morte do marido, o escritor e crítico literário John Gregory Dunne, em 2003, e pela doença da filha adotiva, Quintana Michael . Este trabalho literário foi, em 2005, nomeado finalista do prémio Pulitzer e conferiu à autora e ensaista norte-americana o título de National Book Award de melhor obra de não-ficção, e teve, anos mais tarde, uma adaptação para teatro, num monólogo interpretado pela atriz Vanessa Redgrave. Em Portugal, a peça foi interpretada pela atriz Eunice Munõz.

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