Le Pen afirmou ainda que, caso seja eleita, o líder do partido, Jordan Bardella, será o seu primeiro-ministro
Marine Le Pen anunciou esta terça-feira que será candidata às eleições presidenciais francesas de 2027, apesar de ter sido condenada em recurso a um ano de pena a cumprir com pulseira eletrónica e a 15 meses de inelegibilidade.
A líder parlamentar do Reagrupamento Nacional (RN) confirmou, numa entrevista à TF1, que vai recorrer para o Tribunal de Recurso, considerando que isso suspende os efeitos da decisão judicial.
"Sou candidata esta noite", declarou Marine Le Pen, garantindo que pretende "ir até ao fim das vias de recurso" para provar a sua inocência. A responsável acrescentou que, graças ao recurso para o Tribunal de Recurso, poderá fazer campanha "sem pulseira eletrónica", apesar de anteriormente ter afirmado que não o faria nessas circunstâncias.
Horas antes, o tribunal considerou Le Pen culpada, condenando-a a um ano de pena sob vigilância eletrónica e a 15 meses de inelegibilidade.
Na mesma entrevista, a dirigente da extrema-direita francesa voltou a defender que a decisão judicial levanta "um enorme problema democrático", argumentando que "não se deve impor nada ao povo francês". "Os franceses terão a última palavra", afirmou, ao justificar a decisão de recorrer.
Marine Le Pen confirmou ainda que, caso seja eleita Presidente da República em 2027, o líder do partido, Jordan Bardella, será o seu primeiro-ministro.
"Somos complementares. As nossas ambições políticas não entram em linha de conta. Lutamos pela França", afirmou, classificando a dupla como "um bilhete vencedor".
