Mais de 200 militares portugueses partem para a Roménia esta sexta-feira no âmbito de missão da NATO

Agência Lusa , BCE
14 abr, 12:40
António Costa e João Gomes Cravinho no Campo Militar de Santa Margarida (Lusa/Paulo Cunha)

O contingente parte para a Roménia – país fronteiriço com a Ucrânia - ao abrigo da missão 'Tailored Forward Presence' da NATO que visa contribuir "para a dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste"

Uma força de 221 militares portugueses parte na sexta-feira para a Roménia para participar numa missão de dissuasão da NATO, no contexto de guerra na Ucrânia, numa cerimónia que contará com a presença do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas, estará na despedida marcada para as 06:30 da manhã, no aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa.

Esta força integra 221 militares, sendo 201 da companhia de atiradores (reforçada com um módulo de defesa antiaérea, um módulo de conjunto de informações e um módulo de apoio) e 20 da equipa de operações especiais.

O contingente parte para a Roménia – país fronteiriço com a Ucrânia - ao abrigo da missão 'Tailored Forward Presence' da NATO que visa contribuir "para a dissuasão e defesa da Aliança no seu flanco sudeste".

O plano das Forças Nacionais Destacadas para 2022 já previa o envio para a Roménia de um contingente de militares no segundo semestre do ano, tal como aconteceu em 2021, contudo, este calendário foi antecipado, numa altura de conflito entre a Ucrânia e a Rússia.

No passado dia 8, no Regimento de Infantaria (RI) 14, em Viseu, o chefe do Estado-Maior do Exército, general José Nunes da Fonseca, realçou o “reduzido tempo” em que foi aprontada a primeira força nacional destacada para a Roménia.

“A primeira força nacional destacada para a Roménia foi aprontada em circunstâncias excecionais”, disse Nunes da Fonseca, lembrando que “a projeção de uma companhia de atiradores mecanizada no âmbito da 'Tailored Forward Presence' estava planeada para o final de 2022”, mas o conflito na Ucrânia “implicou a antecipação da projeção desta subunidade”.

Em 22 de março, no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância (Santarém) no final de uma demonstração tática da Companhia do Exército que vai partir agora para a Roménia, o primeiro-ministro reiterou que os militares portugueses não vão atuar na Ucrânia.

“Perante a atual agressão da Rússia à Ucrânia, a NATO entendeu reforçar a sua presença na frente Leste e criar novos grupos de combate, designadamente na Roménia, e Portugal vai como sempre responder presente àquilo que nos é solicitado, que é empenhar os nossos meios, as nossas forças, na capacidade de reforçar a dissuasão para defender a paz no território da NATO”, disse António Costa.

No dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, o Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu de urgência e deu parecer favorável, por unanimidade, a propostas do Governo para a eventual participação de meios militares portugueses em forças de prontidão da NATO e previa a antecipação do envio de militares portugueses para a Roménia.

A Federação Russa lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia com invasão por forças terrestres e bombardeamentos.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em 2 de março uma resolução que condena a agressão russa contra a Ucrânia e apela a um cessar-fogo efetivo e imediato, com 141 votos a favor, incluindo de Portugal, 5 votos contra e 35 abstenções.

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