Legislativas: Manuel Monteiro rejeita lugar nas listas de deputados pelo CDS-PP

14 dez 2021, 23:01

Antigo presidente está preocupado com a tensão e as guerras internas dentro do CDS-PP e vê como positivo cisão de uma parceria com o PSD

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O antigo presidente do CDS-PP Manuel Monteiro revelou esta terça-feira em entrevista à CNN Portugal que rejeitou ser candidato nas legislativas pelos centristas.

Monteiro já tinha sido sondado e visto como trunfo do líder, Francisco Rodrigues dos Santos, para encabeçar as listas ou do Porto, ou de Braga.

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Foi um convite muito honroso, que me prestigia imenso, mas creio que posso dar um contributo maior ao CDS, disponibilizando-me para a campanha eleitoral onde o CDS-PP assim o entender e não ficar confinado numa candidatura", justificou Monteiro.

Manuel Monteiro admite que, em dado momento, ponderou dizer que estava disponível, mas só perante "um esforço de mobilização dos anteriores líderes do partido". Contudo, a esse desafio "não foi possível ter consequência". A sua presença nas listas, afirma, "não faria muito sentido se não existisse essa mobilização global".

Depois de regressar ao partido 19 anos depois, Monteiro explica que não voltou para ser uma figura de cargos "ou ter cargos".

"Posso apoiar e quero apoiar o CDS, porque entendo neste momento na vida do país faz falta. Penso que posso contribuir para essa união de uma forma mais objetiva, não sendo candidato", afirma.

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Iniciativa Liberal e Chega como principais adversários. Rui Rio "é claramente do centro esquerda"

Assumindo-se novamente como conservador e católico, Manuel Monteiro olha à sua volta e não vê alternativas ao voto da parte da população que pensa como ele.

"O que é que um conservador católico pode votar nas próximas eleições? Pode votar em Rui Rio? Pode, mas será que um conservador católico pode votar em alguém que é a favor da eutanásia?", questiona, acrescentando que Rio pensa "exatamente o que António Costa pensa".

Como é que haveríamos de fazer uma coligação com alguém que é claramente do centro esquerda?", refere.

Já em relação ao destino do CDS-PP, Manuel Monteiro acredita que as eleições legislativas de 30 de janeiro são uma hipótese de recuperar uma imagem que foi desgastada e assume que os principais adversários dentro do espectro político são o Iniciativa Liberal e o Chega.

Antigo líder "obviamente preocupado" com tensão no CDS

Ainda que pense que "tenderá a diminuir", Manuel Monteiro está "obviamente preocupado" com a tensão notória no CDS-PP, sublinhando que "as guerras internas são sempre prejudiciais para o país". Questionado sobre quem tem a culpa, o antigo líder centrista rejeita apontar o dedo e é mais vago.

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Quando há pessoas que se zangam na vida, a culpa nunca é só de uma pessoa. O que importa neste momento é termos a capacidade de darmos as mãos", diz.

Monteiro admite discórdias com a estratégia de Francisco Rodrigues dos Santos, nomeadamente relacionadas com o facto de o líder não ter marcado o congresso antes das legislativas. 

Mas, "independentemente desses erros, creio que há um elemento fundamental. No dia 30 todos temos de dizer presente, no voto. Os que gostam mais de Rodrigues dos Santos, os que gostam menos, percebam que a sua circunstância pessoal é menos importante do que a realidade atual".

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