Galamba deveria ter sido demitido? A maioria dos portugueses considera que sim (e fica do lado de Marcelo na "divergência" com Costa)

5 mai 2023, 20:13

Uma sondagem da Aximage para a TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal, indica que os portugueses estão do lado do Presidente da República

A maioria dos portugueses desejava que o primeiro-ministro tivesse demitido João Galamba, revela uma sondagem realizada pela Aximage para a TVI, do mesmo grupo da CNN Portugal.

De acordo com a sondagem, apenas 26% dos inquiridos concordam com a posição do primeiro-ministro, que não aceitou a demissão do ministro das Infraestruturas após a polémica que envolveu o seu Ministério e a comissão parlamentar de inquérito à TAP.

Do total de inquiridos, 19% não concordam nem discordam, e a maioria (51%) discorda da decisão de Costa.

Segundo a mesma sondagem, os portugueses ficaram do lado de Marcelo na “divergência” entre o Presidente da República e o primeiro-ministro. A larga maioria dos inquiridos (60%) fica ao lado do chefe de Estado, enquanto 21% não concordam nem discordam.

Do total de inquiridos, 39% considera que o Governo deve manter-se em funções, enquanto 50% entende que o Governo não tem condições para se manter.

Analisando os dados isoladamente, sobressai a manutenção do Governo em funções, com 39% dos inquiridos a assumir essa opção, seguido de 27% que optam pela demissão e 22% que preferiam que Marcelo tivesse optado pela dissolução do Parlamento.

Mas, colocando-se a hipótese de demitir o Governo e dissolver a Assembleia da República, 49% acredita que essa seria a via mais correta, o que mostra que os portugueses estão divididos quanto à melhor solução para o problema.

A mesma sondagem mostra que a maioria dos portugueses inquiridos (88%) considera que a crise política abalou a credibilidade das instituições, contra apenas 7% que entendem o contrário. Da mesma forma, 70% dos inquiridos considera que este episódio poderá ter impacto na atividade económica, enquanto 20% considera o contrário.

No âmbito desta sondagem, foram realizadas 404 entrevistas, entre os dias 3 e 4 de maio. A margem de erro máxima é de 4,88% para um nível de confiança de 95. 

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