França reporta o primeiro caso de ébola no país

CNN Portugal , MM - Atualizada às 11:25
24 jun, 09:57
Surto de ébola no Uganda (AP)
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O doente foi internado numa unidade especializada em doenças infecciosas de elevada transmissibilidade. Macron está a acompanhar "de perto" a situação

A França reportou, esta quarta-feira, o primeiro caso de ébola no país. De acordo com a informação avançada pela Agência Reuters, citando o ministério francês da Saúde, trata-se de um médico que esteve em missão na República Democrática do Congo. 

O doente foi atendido imediatamente após a sua chegada ao território francês e transferido para um centro hospitalar especializado em doenças infecciosas de elevada transmissibilidade, segundo as autoridades sanitárias, que precisaram num comunicado que o médico se encontra estável.

O Ministério da Saúde sublinhou que os protocolos de segurança sanitária foram ativados de imediato, incluindo o isolamento do doente e o seu transporte em condições controladas, com o objetivo de evitar qualquer risco de contágio.

"A situação está a ser acompanhada de muito perto pelo primeiro-ministro", reagiu o gabinete de Emmanuel Macron.

A França dispõe de infraestruturas especializadas para o tratamento de doenças altamente contagiosas, com unidades hospitalares equipadas com sistemas de pressão negativa e medidas rigorosas de biossegurança, sublinhou o Ministério da Saúde.

Paralelamente, foi lançada uma investigação epidemiológica para identificar as pessoas que possam ter tido contacto com o caso confirmado.

Esses contactos serão localizados pela agência regional de saúde e deverão cumprir um isolamento domiciliário de 21 dias, com acompanhamento médico durante todo o período.

O anúncio surge na sequência da declaração de uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no passado dia 17 de maio, em resposta à circulação do vírus na região oriental da RDCongo.

Neste contexto, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) mantém a sua avaliação de risco como baixa para os viajantes que se deslocam para zonas de transmissão ativa e muito baixa para a população em geral na Europa.

As autoridades reforçaram igualmente o sistema de acompanhamento sanitário para os cooperantes franceses que regressam de zonas de risco, concluiu o Ministério no comunicado.

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