Filho de Biden culpado de mentir sobre abuso de drogas para comprar arma ilegalmente

11 jun, 16:24
Hunter Biden (AP)

Hunter Biden tem uma conhecida dependência de crack, a qual ignorou quando comprou uma Colt Cobra

O filho do presidente dos Estados Unidos foi considerado culpado de comprar ilegalmente uma arma depois de ter escondido uma dependência de drogas.

Hunter Biden, hoje com 54 anos, foi condenado por três crimes de arma de fogo naquele que é o primeiro processo judicial a envolver um filho de um presidente norte-americano.

A acusação entende que o filho de Joe Biden mentiu quando comprou, em outubro de 2018, uma Colt Cobra, defendendo que não consumiu drogas, além de ter escondido uma dependência de substâncias ilícitas, até porque são conhecidos os problemas de Hunter Biden com crack.

Hunter Biden garantiu sempre ser inocente das acusações, mas a justiça entende mesmo que o que foi escrito no documento entregue na loja de armas. A arma em causa acabou por ficar na posse da arma durante 11 dias.

O veredito foi conhecido ao fim de três horas. Segundo o juiz que tomou a decisão, a sentença deve ser conhecida nos próximos 120 dias.

A pena prevista para este tipo de crimes vai até a um máximo de 25 anos, mas não se espera que possa ser aplicada a pena máxima, até porque Hunter Biden nunca foi condenado por nenhum crime.

O advogado de Hunter Biden, Abbe Lowell, utilizou uma estratégia para tentar mostrar ao júri que o seu cliente não tinha tentado enganar as autoridades quando comprou a arma, considerando mesmo que não era toxicodependente nessa altura.

Agora, Hunter Biden e o presumível candidato presidencial republicano Donald Trump, o principal adversário político do atual presidente, o democrata Joe Biden, foram ambos condenados por júris norte-americanos num ano eleitoral que se tem centrado tanto em casos judiciais como em eventos de campanha e comícios.

Presidente mas pai

Joe Biden já reagiu à decisão do tribunal de considerar Hunter Biden culpado das três acusações.

Num curto comunicado de reação, o presidente dos Estados Unidos afirmou que aceita a decisão, mas também quis deixar uma palavra de apoio ao filho.

“Como disse na semana passada, sou presidente, mas também sou pai. A Jill e eu amamos o nosso filho e estamos muito orgulhosos do homem que é hoje. Tantas famílias que perderam o seus entes queridos na batalha da dependência percebem o sentimento de orgulho de ver alguém ultrapassar e tornar-se tão forte e resiliente na recuperação”, afirmou Joe Biden.

E.U.A.

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