Fernando Madureira entrega-se voluntariamente para cumprir um ano e quatro meses de pena de prisão

23 jul, 15:40
Fernando Madureira
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Apesar de já ter retomado a sua atividade profissional após sair em liberdade, optou por se apresentar voluntariamente às autoridades para encerrar definitivamente este capítulo e cumprir a decisão dos tribunais

Fernando Madureira entregou-se voluntariamente num estabelecimento prisional para cumprir o remanescente da pena de prisão efetiva a que foi condenado no âmbito da Operação Pretoriano. O ex-líder dos Super Dragões desistiu do recurso que tinha apresentado para o Tribunal Constitucional, entendendo que já não havia mais nada a fazer num processo que sempre considerou desproporcional e desigual face ao tratamento dado a outros casos semelhantes.

Condenado a uma pena de três anos e quatro meses de prisão efetiva, Fernando Madureira já havia cumprido dois anos em prisão preventiva, restando-lhe agora cumprir um ano e quatro meses de cadeia. Apesar de já ter retomado a sua atividade profissional após sair em liberdade, optou por se apresentar voluntariamente às autoridades para encerrar definitivamente este capítulo e cumprir a decisão dos tribunais.

O processo teve origem nos incidentes registados durante a polémica Assembleia Geral do FC Porto, realizada em novembro de 2023, marcada por momentos de tensão e confrontos entre associados. Na acusação, o Ministério Público imputou a Fernando Madureira 31 crimes, entre os quais sete crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, 19 crimes de coação agravada, um crime de instigação pública a um crime, um crime de arremesso de objetos ou produtos líquidos e três crimes de atentado à liberdade de informação. 

No desfecho do julgamento, porém, o tribunal deu como provados apenas quatro crimes de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, dois crimes de ameaça (um deles agravado) e um crime de coação, reduzindo significativamente o enquadramento da acusação inicial. A pena aplicada acabou igualmente por ser reduzida em sede de recurso para três anos e quatro meses de prisão efetiva. 

Ao longo de todo o processo, Fernando Madureira sempre sustentou que nunca agrediu fisicamente qualquer pessoa, salientando que nenhuma das dezenas de testemunhas ouvidas em julgamento afirmou ter presenciado uma agressão praticada por si. O ex-líder da claque portista considera ainda que a condenação é desproporcional, defendendo que penas desta natureza, em circunstâncias semelhantes, são habitualmente suspensas.

Chega assim ao fim mais um capítulo da longa saga judicial de Fernando Madureira, durante anos uma das figuras mais influentes do universo portista e braço-direito de Jorge Nuno Pinto da Costa na disputa política que antecedeu as eleições do FC Porto, vencidas por André Villas-Boas, atual presidente dos dragões.

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