Trata-se de "uma obra-prima". Braceletes feitas antes de Cristo também desapareceram
Ladrões rebentam com a porta de um museu e roubam artefactos antigos, incluindo um capacete de ouro com 2500 anos
por Oscar Holland, CNN
Ladrões roubaram quatro artefactos antigos, incluindo um capacete de ouro com cerca de 2.500 anos, depois de usarem explosivos para invadir um museu nos Países Baixos.
O audacioso assalto ocorreu no Museu Drents, em Assen, durante a madrugada de sábado, de acordo com a polícia neerlandesa, que disse ter recebido uma denúncia de uma explosão às 3h45, hora local.
As imagens de CCTV divulgadas pela polícia mostram os suspeitos a abrir uma porta exterior antes de uma explosão lançar faíscas e fumo para o ar. Os ladrões fugiram com três braceletes de ouro, datadas de cerca de 50 a.C., bem como com o Capacete de Cotofenesti, do século V a.C., um artefacto historicamente importante emprestado pelo Museu Nacional de História da Roménia, em Bucareste.
Os objetos faziam parte de uma exposição sobre os Dácios, uma antiga sociedade que ocupou grande parte da atual Roménia antes de ser conquistada pelos romanos. Em exibição desde julho, “Dacia: Império do Ouro e da Prata” apresenta tesouros emprestados por instituições de toda a Roménia.
Num comunicado de imprensa publicado no seu site, o Museu Drents descreve o Capacete de Cotofenesti - que foi descoberto numa aldeia romena há quase um século - como uma “obra-prima”. O seu design apresenta cenas mitológicas e um par de olhos, localizados acima dos do utilizador, que se pensava dissuadirem os inimigos durante a batalha, protegendo-os contra o “mau olhado”.
A exposição deveria ter terminado no domingo, mas o Museu Drents permaneceu encerrado durante o fim de semana devido ao assalto. As suas instalações foram danificadas pela explosão, embora não tenha havido feridos, informou o museu.
A polícia holandesa anunciou que está a trabalhar com a Interpol, a agência mundial de polícia, e que até este domingo tinha recebido mais de 50 denúncias. Os investigadores estão atualmente à procura de informações sobre um carro cinzento que foi roubado na cidade vizinha de Alkmaar no início da semana e que foi descoberto a cerca de 6,4 km do local do crime, em chamas, pouco depois do assalto noturno.
A polícia acredita que os suspeitos abandonaram o veículo, que tinha matrícula roubada, e fugiram num outro carro de fuga.
Numa declaração à imprensa, o diretor-geral do Museu Drents, Harry Tupan, descreveu o incidente como um “dia negro”, tanto para a sua instituição como para o Museu Nacional de História da Roménia.
“Estamos muito chocados com os acontecimentos de ontem à noite no museu”, acrescentou. “Nos seus 170 anos de existência, nunca se registou um incidente tão grave. Também nos causa uma enorme tristeza em relação aos nossos colegas na Roménia.”