Empresa da família de Montenegro esclarece quem são os clientes

CNN Portugal , DCT
28 fev 2025, 14:21
Luís Montenegro (Paulo Novais/Lusa)

De acordo com o comunicado, a consultora nega “qualquer envolvimento político” no serviço prestado a estas empresas e garante que a relação contratual com “cada um dos seus clientes teve início” quando Luís Montenegro “era sócio e gerente desta sociedade, mas não tinha qualquer atividade política”.

A Spinumviva, consultora da família de Luís Montenegro, enviou esta tarde um comunicado a esclarecer quais são os clientes com os quais trabalha, depois de o primeiro-ministro ter pedido que fossem os clientes a divulgar as parcerias. Até ao momento, apenas se sabia de uma relação profissional com a Solverde, num contrato que foi avançado pelo Expresso e confirmado pela CNN Portugal.

Nas empresas agora reveladas estão a Lopes Barata, Consultoria e Gestão, Lda, o CLIP - Colégio Luso Internacional do Porto, a FERPINTA e a Rádio Popular. Há ainda a confirmação da Solverde como uma das empresas às quais a Spinumvia prestou serviços na área da implementação e desenvolvimento de planos de ação no âmbito da aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados.

De acordo com o comunicado, a consultora nega “qualquer envolvimento político” no serviço prestado a estas empresas e garante que a relação contratual com “cada um dos seus clientes teve início” quando Luís Montenegro “era sócio e gerente desta sociedade, mas não tinha qualquer atividade política”.

Depois de o semanário Expresso ter noticiado a avença mensal paga pela Solverde no valor de 4.500 euros, a empresa da família do primeiro ministro, vem dizer - “para que não subsistam dúvidas” - que  “os preços cobrados e pagos pelos serviços prestados atendem à dimensão e complexidade dos trabalhos com cada cliente e oscilam entre os 1.000€ e os 4.500€ mensais”.

Esta manhã, Luís Montenegro reagiu à polémica que o envolve e ao grupo Solverde, garantindo que, “enquanto primeiro-ministro, nunca” decidiu “nada em conflito de interesses”. O chefe do Governo, que convocou um Conselho de Ministros extraordinário para a tarde de sábado para analisar a situação, vai falar ao país este sábado às 20:00, mas admite que este caso “não é agradável”.

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