Caíram sete andares: dois trabalhadores mortos em queda de grua em Sintra

CNN Portugal | Agência Lusa , WL
19 ago, 08:58
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Homens estavam a fazer pinturas exteriores

Dois trabalhadores morreram na manhã desta quarta-feira na sequência da queda de uma grua de grandes dimensões na via pública na freguesia de Belas, concelho de Sintra, Lisboa, disse à Lusa fonte da proteção civil.

A CNN Portugal apurou que se tratam de dois homens que estavam a efetuar pinturas exteriores com o auxílio de uma grua móvel.

Após a mesma tombar para a via pública, caíram de uma altura de sete andares. Morreram no local.

Uma das vítimas tem 38 anos de idade, a outra 40. São ambos de nacionalidade brasileira.

Testemunhas no local descrevem um forte estrondo, com um barulho metálico, quando o acidente se deu.

Uma moradora descreve uma "grua muito antiga e instável". "Estavam dentro do cesto e foram projetados" para o outro lado da estrada, descreve.

“A grua de grandes dimensões caiu na via pública na Rua D. Inês de Castro em Belas. Há duas vítimas mortais”, adiantou também à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa, acrescentando desconhecer se a grua causou danos materiais na rua.

O alerta para o acidente foi dado às 08:04 e às 08:45 estavam no local 15 operacionais, com o apoio de seis veículos.

Há o registo de três veículos danificados na sequência da queda da grua móvel.

No local estiveram as Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), Proteção Civil, o Presidente da Câmara e a Polícia Municipal.

Aos jornalistas, o autarca de Sintra lamentou as mortes e adiantou ter pedido à ACT para avaliar as questões de segurança.

“Nós pedimos à ACT para se deslocar ao local porque isto tem a ver com condições de trabalho também. Portanto, há técnicos da ACT a caminho do local. Estamos também, dentro da câmara, a indagar sobre o licenciamento desta obra, porque é no espaço público e carece de licenciamento por parte da câmara”, disse Marco Almeida.

Marco Almeida sublinhou que a câmara se preocupa com obras que possam decorrer no seu concelho e que não estejam devidamente licenciadas.

“É isso que vamos apurar e se há falhas e quem falhou”, disse o autarca, indicando ter falado com a administração do condomínio e o empreiteiro da obra, que “foi parco em palavras”.

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