Omicron: Hong Kong confirma dois casos da nova variante. As medidas de cada país

26 nov 2021, 18:28
Centro de vacinação na Catedral de Salisbury, Inglaterra
Centro de vacinação na Catedral de Salisbury, Inglaterra

Restrições são aplicadas um pouco por todo o mundo. Nos Países Baixos está instalado o caos no aeroporto de Amesterdão

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Hong Kong confirmou esta sexta-feira que já detetou dois casos da variante B.1.1.529, juntando-se a África do Sul, Botswana, Israel e Bélgica, países onde a mutação da covid-19 também já está presente, num total que já tem mais de 100 casos.

Foi precisamente na África do Sul que a variante, entretanto identificada como Omicron, surgiu. Entretanto propagou-se para outros dois continentes e já está a gerar preocupações em vários países. Isso mesmo levou a que a União Europeia tenha anunciado a suspensão de voos com sete países da África Austral.

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O caminho das restrições foi também seguido por outros países em várias zonas do mundo:

  • Portugal suspendeu os voos de e para Moçambique, aplicando ainda uma quarentena aos outros seis países;
  • Japão aplicou um controlo mais apertado nas fronteiras para os países referidos, obrigando a uma quarentena de 10 dias que vai começa este sábado;
  • Singapura optou por banir todos os cidadãos não residentes daqueles países, enquanto os nacionais e residentes permanentes podem retornar, ainda que sujeitos a uma quarentena de 10 dias;
  • Malásia seguiu o mesmo caminho de Singapura;
  • Alemanha planeia declarar a África do Sul como uma zona de "variante", indo mais longe que a União Europeia, apenas permitindo a chegada de voos dos países da África Austral com repatriados germânicos;
  • Reino Unido suspendeu todos os voos vindos daqueles países;
  • Filipinas suspenderam os voos daqueles sete países africanos de forma imediata, incluindo para os nacionais, que ficam impedidos de entrar no país pelo menos até 15 de dezembro;
  • Dubai vai restringir os voos a partir dos sete países;
  • Jordânia anunciou que todos os nacionais que cheguem daqueles países ficam sujeitos a uma quarentena de 14 dias. Os não nacionais só poderão entrar no país depois de passarem 14 dias fora de um dos sete países africanos em questão;
  • Canadá também decidiu banir todos os voos provenientes dos sete países.
  • Estados Unidos anunciaram uma restrição aos voos provenientes dos sete países em causa, aos quais adicionam o Malawi;
  • Rússia adotou uma medida semelhante, alargando-a também à Tanzânia, Madagáscar e a Hong Kong;
  • Suíça suspendeu todos os voos diretos da África Austral, autorizando de forma excecional o repatriamento de cidadãos e residentes. O país aplica restrições ainda a Hong Kong, Israel e Bélgica, cujos passageiros devem apresentar um teste negativo e fazer uma quarentena de 10 dias;
  • Grécia vai permitir apenas viagens essenciais a partir dos países em causa, aos quais acrescenta o Malawi. Os viajantes vão precisar de uma autorização especial para chegar ao país;
  • Turquia baniu voos de Botsuana, África do Sul, Moçambique, Namíbia e Zimbabué; 
  • Arábia Saudita suspendeu os voos com os sete países africanos, sendo que nacionais e residentes ficam sujeitos a um período de isolamento de cinco dias.
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A urgência e a rapidez com que as medidas estão a ser tomadas estão a provocar o caos em vários locais. É o que acontece no Aeroporto Schiphol, em Amesterdão, onde centenas de viajantes provenientes da África do Sul esperam longas horas para serem testados e poderem entrar nos Países Baixos.

"Por volta das 14:30 locais os passageiros foram trazidos para um local onde estão à espera para serem testados", afirmou um porta-voz citado pela CNN, e que se refere a mais de 400 pessoas que chegaram de voos provenientes da Cidade do Cabo e de Joanesburgo.

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