Covid-19: Açores reduzem isolamento profilático para cinco dias

Agência Lusa , RL
3 jan, 19:39
Ponta Delgada (Lusa/Eduardo Costa)
Ponta Delgada (Lusa/Eduardo Costa)

Redução do período de isolamento profilático destina-se a infetados por SARS-CoV-2 sem sintomas e contactos próximos

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A Autoridade de Saúde Regional dos Açores vai reduzir o período de isolamento profilático para infetados por SARS-CoV-2 sem sintomas e contactos próximos de 10 para cinco dias, revelou esta segunda-feira o secretário regional da Saúde.

“Os casos positivos passam a ter cinco dias de isolamento. Se não tiver sintomatologia durante esses cinco dias, ou mesmo no final desses cinco dias, deixa de fazer isolamento e passa a ter obrigatoriedade de cuidados comportamentais específicos e rigorosos, nomeadamente uso de máscara”, avançou o titular da pasta da Saúde nos Açores, Clélio Meneses, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

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Os novos critérios para determinação de isolamento profilático no arquipélago, anunciados na segunda-feira, entram em vigor esta terça-feira.

Segundo Clélio Meneses, se o utente tiver sintomas ao fim de cinco dias, “mantém o isolamento até terminarem as sintomatologias”.

O período de isolamento será encurtado também para os contactos próximos, mesmo que partilhem a mesma casa.

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“Os contactos próximos de alto risco, se forem coabitantes com um caso positivo, independentemente de estarem ou não estarem vacinados com vacinação completa ou dose de reforço, e também os contactos próximos de alto risco sem vacinação completa ou que passados seis meses da vacinação da Pfizer ou dois meses da vacinação da Janssen ainda não tenham dose de reforço, também têm de ficar cinco dias em isolamento profilático e fazem teste ao 5.º dia”, adiantou o secretário regional da Saúde.

“Se este teste for negativo, têm os mesmos cuidados: uso de máscara de forma rigorosa e tentativa de identificar algum sintoma que suscite a necessidade de realizar teste para confirmar a doença”, acrescentou.

Quanto aos contactos de alto risco que não coabitem com um caso positivo e tenham vacinação completa e válida (com reforço passados seis meses no caso da Pfizer ou dois meses no caso da Janssen), não têm de fazer “qualquer tipo de isolamento”, bastando usar máscara e fazer “avaliação de sintomatologia”, bem como “um teste ao 5.º dia”.

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“Se forem evidenciados alguns sintomas, têm de ficar em isolamento”, explicou Clélio Meneses.

Segundo o secretário regional da Saúde, a avaliação é, no entanto, feita pela autoridade de saúde local, “que poderá determinar, em circunstâncias especiais algum tipo de procedimento diverso”.

O período de isolamento é contado a partir da “evidência da doença”, por sintomatologia ou por um teste com resultado positivo.

O titular da pasta da Saúde nos Açores justificou a decisão com a informação científica que é conhecida até ao momento.

“Há entidades internacionais, há especialistas nacionais que revelam que a maior carga viral ocorre nos dois dias anteriores e até aos três dias posteriores da sintomatologia. Se ao 5.º dia não há sintomatologia, é entendido que há condições para ser determinada a alta”, apontou.

“Os contactos próximos que até ao 5.º dia não testem positivo ou não tenham sintomas, raramente testam positivo nos dias posteriores”, reforçou.

A decisão da Autoridade de Saúde Regional dos Açores surge depois de já ter sido anunciada uma redução do período de isolamento profilático na Madeira e no continente português.

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Açores mantêm regresso às aulas no dia 10 de janeiro

O Governo Regional dos Açores vai manter o regresso às aulas no dia 10 de janeiro, anunciou o secretário regional da Saúde, Clélio Meneses.

“Até agora não existe nenhum sinal de alterar essa decisão. O que entendemos é que o regresso às aulas no dia 10 tem critérios de saúde pública, mas também e, sobretudo, tem critérios de saúde física e mental e tudo isso é determinante para que as crianças voltem o mais depressa possível ao seu meio natural que é a escola”, afirmou, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

O titular da pasta da Saúde nos Açores anunciou em 22 de dezembro que o regresso às aulas, após a interrupção para férias de Natal, seria adiado para 10 de janeiro, devido à evolução da pandemia de covid-19, à semelhança do que tinha decidido também o Governo da República para os alunos do continente português.

“As escolas, creches, jardins de infância, ATL [ateliês de tempos livres], centros de desenvolvimento de inclusão juvenil e centros de atividades ocupacionais, da rede pública e privada, passam a ter o reinício do seu ano letivo em 10 de janeiro”, adiantou, na altura.

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O executivo açoriano tinha decidido antes não alterar o calendário do ano letivo na região.

“A pandemia funciona ao dia e temos de fazer um acompanhamento permanente no local e no tempo e, nessa medida, entendendo a evolução recente da pandemia e a avaliação que é feita, foi determinado que o reinício do ano letivo é em 10 de janeiro”, justificou Clélio Meneses, no dia 22 de dezembro.

No arranque do segundo período está prevista uma operação de testagem massiva, com testes de saliva, aos alunos do 1.º e 2.º ciclos de ensino das escolas das ilhas Terceira e São Miguel.

Os Açores são a única região do país que ainda não iniciou a vacinação contra a covid-19 de crianças entre os 5 e os 11 anos, mas o executivo açoriano já anunciou que estaria disponível a partir de meados deste mês.

A região tem atualmente 2.122 casos ativos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, sendo 1.469 em São Miguel, 433 na Terceira, 132 no Faial, 38 no Pico, 26 em Santa Maria, 11 na Graciosa, sete em São Jorge e seis nas Flores.

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Estão internados 17 doentes com covid-19 no arquipélago, 14 no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, (três em unidade de cuidados intensivos) e três no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira.  

Segundo a Autoridade de Saúde Regional, até 22 de dezembro, 198.828 pessoas nos Açores tinham vacinação completa contra a covid-19 (84%) e 34.528 tinham recebido a dose de reforço.

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