Congresso do CDS-PP: Portas salienta resistência do partido e pede "competência no serviço"

Agência Lusa
20 abr, 17:57
Paulo Portas

“A oportunidade que nos é dada agora é a de provar bem, com competência no serviço, que o partido é necessário, que o partido contribui para a competência e é útil aos portugueses", disse Paulo Portas num vídeo transmitido no congresso do partido

O ex-presidente centrista Paulo Portas considerou este sábado que o CDS-PP resistiu a várias mortes anunciadas e agora tem a oportunidade de “provar bem, com competência no serviço”, que o partido é necessário. O antigo vice-primeiro-ministro do Governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho deixou esta mensagem num vídeo exibido perante os congressistas da 31.ª reunião magna dos centristas, que arrancou hoje e termina no domingo, em Viseu.

Portas começou por salientar que o congresso se reúne semanas depois de os portugueses “terem dito que querem alternância e mudança”, alegando que “não há democracia sem alternância”.

“Todos sabemos que quando as democracias deixam de ter alternância se transformam numa ficção”, sustentou.

Por outro lado, continuou, “pelo voto dos portugueses no quadro da Aliança Democrática [coligação que juntou PSD, CDS-PP e PPM] também foi expressa a vontade de que a voz da democracia cristã, aberta a liberais e conservadores, como sempre aconteceu nesta instituição, voltasse ao parlamento e voltasse ao governo”.

“Esta evolução, boa, positiva, encerra uma lição sobre a nossa história contemporânea. Há quase 50 anos durante o PREC [Processo Revolucionário Em Curso], um extremo à esquerda julgou que eliminava o CDS politicamente, intelectualmente e até fisicamente enganaram-se redondamente. Há dois anos, um outro extremo, desta vez à direita, pensou que tinha chegado o fim do CDS. Voltaram a precipitar-se e a enganar-se”, afirmou.

Portas salientou que o CDS “é um dos partidos resistentes e persistentes e por isso fundadores da democracia portuguesa e haverá sempre eleitores para o defender e militantes para o proteger”.

“A oportunidade que nos é dada agora é a de provar bem, com competência no serviço, que o partido é necessário, que o partido contribui para a competência e é útil aos portugueses. Na era dos extremos nada é mais necessário do que convicção com moderação. Na era da demagogia nada é mais útil do que o serviço aos outros com competência”, avisou.

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